A Suprema Corte da Espanha tomou uma decisão favorável a Neymar nesta terça-feira (13) e absolveu o jogador e outros réus na investigação sobre suposta corrupção na negociação do camisa 10 em tempos de Santos, quando ele se transferiu ao Barcelona. A DIS, empresa brasileira que teve partcipação na transação e que acusa o astro do PSG, promete recorrer à decisão.
“A DIS baseará seu recurso na convicção de que as ações do jogador e da FCB não só são civilmente condenáveis (como reconhecido pelo Ministério Público), mas também envolvem transações legais criminalizadas e, portanto, a prática de crimes de corrupção entre particulares e fraude, pois entende que isso foi comprovado tanto durante o processo oral quanto durante a fase de investigação”, afirma a DIS em nota.
No final de outubro, às vésperas da Copa do Mundo, o Ministério Público da Espanha retirou de Neymar as acusações em relação ao caso. Portanto, o jogador teve uma segunda “vitória” na situação nesta terça-feira (13).
“A DIS reitera sua confiança no Judiciário e lamenta a mudança de abordagem neste caso como resultado da saída do caso da Audiencia Nacional. Em setembro e outubro de 2016, a Quarta Seção da Divisão Criminal da Corte Nacional emitiu duas ordens nas quais encontrou sérios indícios de “simulação consciente e artificial para a comissão de uma fraude” e de um crime de corrupção entre particulares que alterou “o mercado livre na assinatura de jogadores de futebol”, diz um trecho da nota sobre o caso Neymar.
“A DIS lamenta que se tenha perdido a oportunidade de pôr um fim a certas práticas corruptas no mundo do futebol, que são inconcebíveis em outras atividades. (…) Com seu recurso, a acusação privada espera obter a reparação financeira e moral que acredita merecer de acordo com o Código Penal. Mas a DIS também espera conseguir uma reprovação social das circunstâncias de uma transferência na qual os princípios básicos de honestidade e boa fé, que a empresa considera essenciais em todas as atividades comerciais, foram violados”, concluiu a DIS em outro trecho da longa nota oficial.
A empresa, que tinha cerca de 40% dos direitos de Neymar na época, alega que não tomou parte do valor real da transferência, ou seja, uma quantia supostamente foi ocultada. Com isso, a DIS promoveu uma ação na Justiça da Espanha com pedido de cinco anos para Neymar e uma multa no valor de R$ 835 milhões.

