Renata Silveira revela dificuldade em jogo da Copa que substituiu Luís Roberto na Globo
Em entrevista ao blog ‘Splash Vê TV’, do UOL, a narradora Renata Silveira contou como foi a experiência de narrar uma Copa do Mundo em TV aberta na Globo
A Copa do Mundo 2022 foi recheada de novidades quanto à transmissão da competição em solo brasileiro. Desde o fenômeno da ‘CazéTV’ no Youtube e na Twitch, até o pioneirismo de Renata Silveira, em ser a primeira mulher a narrar a Copa em TV aberta na Globo. E foi sobre exatamente isso, que ela falou em entrevista ao blog ‘Splash Vê TV’ do UOL.
Renata abordou diversos assuntos, desde o preconceito que sofreu em redes sociais, passando por detalhes do dia-a-dia das narrações na Copa do Mundo. Mas um episódio em específico, acabou chamando a atenção. Ainda na 1ª rodada da fase de grupos, Luís Roberto sofreu com uma sinusite, e acabou deixando de narrar alguns jogos que estava escalado. Pois foi justamente Renata Silveira que foi remanejada para comandar essas partidas na Globo.
A partida em questão foi Alemanha x Japão, e a narradora revelou qual foi a grande dificuldade nessa ‘escala surpresa’.
“Esse jogo não era para eu fazer, era do Luís Roberto. Ele teve uma sinusite, eu tive que narrar e tive poucas horas para estudar sobre as seleções. A Alemanha eu já conhecia praticamente todos os jogadores porque eu narrei muito futebol alemão quando eu era da Fox. O Japão eu sempre tive muito medo e esse medo caiu na Copa“, contou a narradora do Globo, revelando na sequência como fez para superar essa possível adversidade.
“Eu percebi que a seleção do Japão é muito mais fácil, por exemplo, que a seleção do Irã. Eu achei a do Irã e da Arabia Saudita as mais difíceis das seleções que narrei em relação à pronúncia e identificar os jogadores. E aí na hora que a bola rola, a gente vai procurar um cabelo diferente, cor. Está tudo mundo de cabelo preto, mas tem um loiro aí já sabe que é aquele lá, e ai eu já vou nas minhas anotações. É um cara que tem uma tatuagem específica em algum lugar do corpo, é uma chuteira colorida, enfim. Primeiro tem essa diferencias físicas, que a gente tenta identificar pra ser uma coisa que vai ajudar durante a transmissão e quando é competição, FIFA é outro patamar. As imagens facilitam muito nosso trabalho”, finalizou.
“Por ser mulher, preciso estudar mais. Parece besteira, todos erram, mas se é homem, é engraçado, faz parte. Se é mulher, é burra, não tinha que estar ali. É complicado. A maioria que chama de ‘horrível’ nunca viu uma transmissão.”
🎙 Renata Silveira, ao @UOL
📸 João Cotta/Globo pic.twitter.com/0j2jDLug0H— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) December 13, 2022

