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Palmeiras hoje: grave denúncia é feita no futebol feminino

Após declarações dadas por ex-atletas e ex-funcionários do clube, Verdão e diretor ainda não se posicionaram oficialmente

Por Cido Vieira em 06/01/2023 12:46 - Atualizado há 3 anos

Montagem - Fotos: Cesar Greco - Fábio Menotti

Dentro das quatro linhas, a categoria feminina do Palmeiras tem seguido passos vitoriosos e de protagonismo, tendo inclusive faturado a última edição da Libertadores, entretanto, fora dos gramados, o clube se depara com uma forte denúncia feita por ex-atletas palestrinas ao site “Dibradoras”, disparada contra Albertão Simão, diretor executivo, além do staff que cuida da modalidade.

As pessoas ouvidas pelo ‘Dibradoras’ acusam Simão de assédio moral e psicológico, bem como suposto abuso de autoridade. O profissional está no Palmeiras desde 2019, quando foi contratado por Alexandre Mattos. Na oportunidade, a Conmebol passou a obrigar os times masculinos garantidos na Libertadores e criarem uma equipe feminina, medida que o Verdão teve que se encaixar.

“O tempo que eu fiquei lá eu não desejo para ninguém”, “é um cara que não gosta de democracia”, “eu não renovaria, não tinha mentalidade para continuar”, “é um clube com nome muito forte, mas quem trabalha ali são pessoas sujas”, “ele simplesmente manipula tudo”, “estando ali dentro você aceita situações de manipulação, ele tem sempre resposta para tudo, mas tem um momento que você para de aceitar”, disseram algumas fontes ouvidas pelo ‘Dibradoras’.

Os problemas nos bastidores foram iniciados em 2019, nos primeiros passos da formação do time feminino, quando a técnica Ana Lúcia foi convidada para comandar o time e se espantou com a postura de Alberto Simão no primeiro papo, o que transpareceu uma certa falta de conhecimento do profissional sobre a categoria feminina.

“No meu primeiro encontro com o Alberto ele falou que só conhecia a Marta, que não sabia mais nada de futebol feminino”, conta a ex-treinadora do Palmeiras.

Em entrevista, Ana trouxe mais detalhes sobre a relação turbulenta com Simão, citando um entrevero de divergência quando ela ficou responsável por montar uma equipe de base feminina, além de outras funções já acumuladas.

“Ele é um cara que não gosta de democracia, ao contrário de mim. Do nada disse que não teria mais categoria de base. Eu questionei a razão, e ele me disse: ‘Porque não, porque eu não quero e nós não somos obrigados a nada’. Chegou o campeonato de base e ele sugeriu de montarmos uma peneira para ter uma equipe em duas semanas, eu disse: ‘Não conte comigo’. Então eles foram atrás do Ricardo Belli”, fala Ana.

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