O ex-jogador e comentarista Walter Casagrande voltou a subir o tom sobre o caso envolvendo Daniel Alves, preso desde o mês passado, acusado de estupro contra uma mulher em Barcelona. Em sua coluna no UOL Esporte, Casão apontou as divergências que o jogador da seleção brasileira na última Copa do Mundo tem apresentado nos depoimentos.
Desde que as investigações foram iniciadas, Daniel Alves já alterou o seu depoimento à polícia algumas vezes, deixando cenário de desconfiança no ar acerca do ocorrido no dia 30 de dezembro, na Catalunha.
“Daniel Alves contou a quarta versão diferente sobre a acusação de estupro feita contra ele. Não é um julgamento, mas uma pergunta muito pertinente: se não fez nada, se é inocente, por que ter quatro versões diferentes sobre o mesmo assunto?”, indagou Casagrande.
“O crime de estupro é abominável, violento, covarde e, por isso, precisa ser bem investigado, para não se cometer injustiça. A justiça precisa ser feita, seja ela qual for. E, apesar de a vítima ser a garota e não o Daniel Alves, é preciso ficar claro que quem acusa é que precisa provar que aconteceu o crime, e não o acusado provar que é inocente”, complementou Casagrande.
VERSÕES DE DANIEL ALVES
Em um primeiro momento, quando o caso de investigação foi deflagrado, o lateral afirmou que não conhecia garota. Posteriormente, o jogador disse que estava com a mulher que o acusa no banheiro, mas garantiu que não houve contato. Na sequência, Daniel Alves mudou mais uma vez e disse que houve sexo oral de forma consentida.
Já na última quinta-feira (16), a defesa do lateral afirmou que houve sim relação sexual com penetração entre ele e a mulher de 23 anos. Esse posicionamento se dá dias depois da perícia encontrar sêmen de Daniel Alves no vestido da moça, bem como no banheiro onde os dois tiveram relações.
MOVIMENTAÇÃO DA DEFESA
Nos bastidores, os representantes do jogador tentam a liberação de prisão para que ele acompanhe o desenrolar do caso em liberdade até a data do julgamento. Os advogados já deram diversas garantidas para ter o pedido atendido, inclusive, entregando passaporte e documentos pessoais do atleta.
O Ministério Público Espanhol, por sua vez, pede que Daniel Alves siga preso, alegando que em função do poder aquisitivo, o lateral pode fugir em um jatinho particular, dando como exemplo o caso de Robinho, condenado há nove anos de prisão na Itália, e que segue solto em solo brasileiro por conta da Constituição nacional.
De acordo com o UOL, a decisão sobre o futuro do jogador sobre soltura ou manutenção da prisão em meio à apuração do caso só sairá na próxima semana.

