Home Futebol Presidente do Atlético-MG questiona valor de cotas de televisão recebidas pelo Flamengo

Presidente do Atlético-MG questiona valor de cotas de televisão recebidas pelo Flamengo

Clubes buscam organizar o Brasileirão de forma independente da CBF; Flamengo e Corinthians fazem exigência

Paulo Foles
Paulo Foles atua como redator do Torcedores.com desde 2018. Neste período, cobriu grandes eventos esportivos, incluindo a Copa do Mundo e Olimpíadas. Com passagem em "Futebol na Veia", "Esporte News Mundo", "The Playoffs" e outros, tem como foco o futebol brasileiro e internacional, além de experiências com NBA e NFL.

Sérgio Coelho, presidente do Atlético-MG, criticou a diferença de valores do Flamengo para outros clubes brasileiros. Em declarações à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, ele citou a quantia recebida pelo Rubro-Negro e usou o Cuiabá como exemplo:

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“A título de exemplo: o Flamengo recebeu de pay-per-view R$ 170 milhões. O Cuiabá, que foi o que menos ganhou, ganhou só R$ 146 mil. O Flamengo recebeu mil vezes mais. Com a lei do mandante, não justifica dar essa garantia”, afirmou o dirigente do Galo em entrevista.

O mandatário do Atlético falou sobre o assunto após ser questionado sobre a possibilidade da organização de uma liga entre os clubes. Neste contexto, ele reclamou de uma “cláusula de estabilidade” solicitada por Flamengo e Corinthians, as duas equipes de maior arrecadação no futebol nacional.

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“Um ponto que não concordamos, e é sensível, é que Flamengo e Corinthians querem uma garantia durante cinco anos de ganhar no mínimo o que eles ganham hoje. E explico: no fim de 2024, acabam os contratos dos clubes da Série A com a TV. Quando foi feito o contrato no passado, ficou muito desigual”, explicou o presidente do Galo.

“Porque ter essa garantia se estamos em uma liga com participações iguais? Claro, iremos respeitar que os clubes que têm maior torcida, maior apelo, e performance melhor, ganharão realmente mais. o Flamengo vai ganhar mais. Mas é preciso encurtar essa distância”, completou o mandatário.

Visando organizar o Brasileirão de forma independente da CBF, os clubes brasileiros se dividiram em dois blocos distintos, sendo que a “Libra” tem como membros o Flamengo, Botafogo, Vasco da Gama, Santos, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Ponte Preta, Guarani, Red Bull Bragantino, Novorizontino, Mirassol, Ituano, Grêmio, Cruzeiro, Bahia, Vitória e Sampaio Corrêa.

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