O narrador Galvão Bueno ficou conhecido como a voz da seleção nas últimas décadas e é apontado como o maior nome da história da TV. O próprio Galvão, entretanto, descarta a ideia de se colocar nesse posto.
Em entrevista ao podcast ‘Flow Sports Club’, Galvão Bueno foi questionado sobre o assunto. O ex-narrador da Globo destacou os tempos de amizade e concorrência com Luciano do Valle e listou outros grandes nomes da narração brasileira.
“Eu nunca vou dizer que sou [o maior], até porque tivemos grandes narradores. Mas eu tive uma coisa muito importante na vida. Há de se entender que você ter adversário é ótimo, mas você ter inimigo e odiar é ruim. Eu tive um grande adversário de quem eu fui muito amigo: Luciano do Valle. Absolutamente fantástico. E quantas e tantas vezes eu ia na cabine dele antes do jogo, e ele vinha até a minha, nós íamos jantar depois dos jogos… E um puxava o outro”, opinou Galvão Bueno.
“(…) Eu sou amigo demais do Silvio Luiz, ele é uma figuraça. Falando de televisão, tivemos Geraldo José de Almeida, Walter Abrahão, Rui Viotti e tantos outros… Fernando Solera. Eu aprendi com o Solera. Mas o Luciano do Valle teve uma coisa muito forte entre nós, e um respeito muito grande. É bacana você ter um adversário assim, de altíssimo nível e que você quer superar”, complementou.
Galvão Bueno comenta saída da Globo:
Ainda durante a entrevista, Galvão Bueno voltou a falar sobre sua saída da Globo depois de mais de 40 anos de emissora. O narrador recordou que, a princípio, a ideia era parar de narrar em TV aberta ainda em 2016.
“[A decisão] foi uma coisa conjunta. A gente já vinha falando nisso… Começou a falar de parar narrações em TV aberta no fim de 2016, mas tava inteiraço ainda e falei “vamos embora pra Rússia”. A Olimpíada [de 2020] foi o maior barato porque eu estava apavorado. Era a primeira vez que ia fazer sem estar lá”, disse.
“Numa conversa em jantar, teve um “vamos embora até o Qatar” e eu “vamos embora até o Qatar”. Da Olimpíada pra frente, eu só transmiti jogos da Seleção Brasileira, amistosos e eliminatória e mais a Copa com o Brasil. Se o Brasil caísse, eu ia até o final da Copa como aconteceu. Foi muito emocionante aquela coisa toda que fiz durante os anos todos. Falei um monte de merda, mas tudo bem. Foi muito bacana“, acrescentou.

