Cinco ano após criar o “Central do Apito” nas transmissões de futebol, a Globo optou por descontinuar o quadro para a sequência da temporada 2023. Nesta terça-feira (21), Gabriel Vaquer trouxe a notícia sobre a demissão do casal Sandro Meira Ricci e Fernanda Colombo, bem como a descontinuação do quadro e a presença de ex-árbitros como comentaristas.
Crítico assíduo da “Central do Apito”, o jornalista Mauro Cezar Pereira fez um post nas suas redes sociais, analisando a “derrocada” do quadro. Na visão do comentarista, a Globo fazia uma exposição excessiva dos ex-árbitros, provocando um cenário de atrito com o público. As sucessivas entradas dos comentaristas nas transmissões, às vezes em lances desnecessários, incomodava Mauro Cezar.
“Ex-árbitros acabaram sendo queimados pela superexposição. Entravam a todo instante, opinavam sobre lances irrelevantes e “poluíam” as transmissões. Além do corporativismo. Deveriam seguir, mas como estepes ou extintores de incêndio: você só aciona quando é realmente necessário”, disparou Mauro Cezar, que inúmeras vezes chegou a detonar a existência do quadro nos jogos exibidos pelo Grupo Globo, seja na TV aberta ou na grade fechada.
Mauro Cezar, no entanto, não parece ser o único que desaprovava a existência da “Central do Apito”. Segundo Vaquer, a rejeição do público, notabilizada em uma pesquisa realizada, juntamente com o fato do VAR agora destrinchar de forma detalhada os lances polêmicos, corroboram para a decisão da Globo.
Com a queda do quadro, apenas o ex-árbitro Paulo César de Oliveira permanecerá vinculado à emissora carioca. O comentarista, no entanto, terá sua participação limitada apenas aos programas. Neste cenário, a Globo deixará de ter um especialista de arbitragem nas transmissões de futebol após 34 anos, colocando fim a um ciclo iniciado por Arnaldo Cezar Coelho.

