Home Futebol Polêmica na Série B com manipulação de resultados pode virar CPI em Brasília

Polêmica na Série B com manipulação de resultados pode virar CPI em Brasília

Pedido para comissão foi entregue à presidência da Câmara dos Deputados; CPI se baseia em investigação do MP de Goiás

Por Victor Martins em 15/03/2023 13:49 - Atualizado há 3 anos

Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A investigação feita pelo Ministério Público de Goiás sobre casos de manipulação de resultados em jogos da última edição do Brasileirão Série B pode gerar consequências ainda maiores, com a possibilidade de que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) seja instalada;

Segundo a ESPN, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-LA) recebeu um pedido de abertura de CPI para investigar os casos de manipulação que foram detectados na Operação Penalidade Máxima, feita pelo MP-GO em fevereiro para apurar acusações de que partidas da Série B tivera interferência de apostadores.

O pedido foi protocolado pelo deputado Felipe Carreiras (PSB-PE) e já teria 205 assinaturas pedindo a abertura da comissão, número acima do mínimo necessário (171) para que tal provisão seja instalada. No texto, o deputado pernambucano faz o pedido para que se faça a investigação sobre ‘fatos gravíssimos’ que teriam acontecido e a suposta atuação de grupos criminosos juntamente com apostadores para manipular resultados de partidas.

Não há previsão se a a CPI para investigar a manipulação de jogos na Série B seja instalada, mas este é mais um passo que deve terminar um aprofundamento do caso, que agitou o futebol brasileiro e também resultou em uma série de investigações sobre acertos semelhantes em estaduais.

Entenda o caso

Em fevereiro, a Operação Penalidade Máxima foi feita para investigar uma série de denúncias sobre manipulação de resultados em partidas do último Brasileirão Série B. Três jogos da última rodada da competição (Vila Nova x Sport, Sampaio Corrêa x Londrina e Criciúma x Tombense) foram indicados como partidas que foram alvos de tal acerto,

Segundo o investigado pelo MP-GO, apostadores faziam contato com intermediários que faziam contatos com jogadores para que participassem do esquema, que consistia em que os atletas cometessem pênaltis durante o primeiro tempo das partidas para que tais apostas garantissem lucro aos envolvidos.

Dois jogadores que atuaram no Vila Nova na competição (Romário e Gabriel Domingos) foram apontados pela investigação como envolvidos no esquema, juntamente com Joseph (Tombense) e Matheusinho (então do Sampaio Corrêa). Cada um receberia R$ 150 mil (R$ 10 mil de sinal e outros R$ 150 mil em caso de sucesso da aposta) dos intermediários, com os apostadores tendo lucros milionários

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