Mané e seus companheiros celebram (Crédito: AP Photo/Youssef Loulid/Alamy)
A seleção de Senegal garantiu o bicampeonato da Copa Africana de Nações em uma decisão emocionante contra Marrocos, os anfitriões do torneio. Contudo, a grande final ficou marcada por um pênalti polêmico nos minutos finais e por um clima de tensão que quase provocou o abandono da partida pelos senegaleses.
Depois de um jogo muito disputado e sem gols no tempo regulamentar, o confronto foi decidido na prorrogação. O meio-campista Pape Gueye marcou o gol decisivo e assegurou mais uma taça continental para Senegal.
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Pênalti polêmico gera revolta e paralisação
A principal controvérsia do jogo aconteceu nos acréscimos do segundo tempo. Após análise do VAR, o árbitro marcou pênalti para o Marrocos, alegando falta de Malick Diouf sobre Brahim Díaz dentro da área.
A decisão gerou enorme insatisfação entre os jogadores e a comissão técnica de Senegal. Em sinal de protesto, o treinador Pape Thiaw chegou a orientar a equipe a deixar o gramado, o que causou um momento de grande apreensão na partida.
Pouco depois, o atacante Sadio Mané interveio e convenceu os companheiros a retornarem ao campo. Assim, a cobrança pôde finalmente ser realizada. Brahim Díaz, responsável pela batida, tentou um chute de cavadinha, mas acabou facilitando a defesa do goleiro senegalês.
Jogo equilibrado e decisão na prorrogação
A indignação de Senegal tinha motivo. Minutos antes, a equipe havia marcado um gol que foi anulado por falta dentro da área, decisão que também gerou muitas reclamações.
Com o placar ainda em 0 a 0, a final seguiu para a prorrogação. Logo no início do tempo extra, Pape Gueye aproveitou uma sobra na área e finalizou com precisão para abrir o marcador. A partir daí, Senegal administrou o resultado com segurança.
O Marrocos tentou reagir e criou algumas chances, mas não conseguiu superar a defesa adversária. Dessa forma, o gol marcado pelos senegaleses foi suficiente para definir o campeão.
Segundo título na história de Senegal
Com a vitória, Senegal levantou o troféu da Copa Africana pela segunda vez em sua história. O primeiro título havia sido conquistado em 2022, quando a equipe superou o Egito nos pênaltis.
Assim, o novo triunfo confirma o crescimento do futebol senegalês no cenário internacional. Além disso, reforça o protagonismo da seleção no continente africano e consolida uma geração vencedora.

