O presidente do São Paulo, Júlio Casares, se manifestou pela primeira vez após repercutir uma divergência entre o técnico Rogério Ceni e o meia-atacante Marcos Paulo.
Em entrevista ao repórter André Hernan, o mandatário do Tricolor afirmou que houve uma cobrança “normal” no vestiário.
“Quem vive na bola sabe que é normal, no vestiário, no jogo, no treino, ter cobranças mais duras. É normal um jogador ou outro ter uma posição. O diálogo é importante. Não foi nessa potencialização como mostraram. Foi uma conversa”, iniciou.
Júlio Casares também disse que tudo está superado entre Rogério Ceni e elenco. “Eu sinto que as coisas estão tranquilas”, declarou.
“É claro que o futebol é dinâmico e a relação humana deve ser aprimorada, por todas as partes, a cada dia. O que eu vejo é um clima muito bom”, reforçou.
O mandatário ainda falou se o clube pensou em tirar o ex-goleiro do comando técnico. “Em nenhum momento”, respondeu.
“É importante essa colocação porque nós prezamos pelo profissionalismo. A longevidade de um técnico, trabalho a longo prazo”, prosseguiu Casares, antes de lembrar que o São Paulo sofreu com lesões.
“O Rogério perdeu muitos jogadores por contusões. A maioria de jogadores protagonistas”, observou.
“O São Paulo experimentou uma fórmula, nos últimos anos, que nós trocamos nove ou dez técnicos, sem contar os interinos. É uma receita que dá certo? Claro que não”, refletiu.
“Nós temos que ter pés no chão, tranquilidade e muita serenidade”, finalizou o presidente do clube, Júlio Casares.
Leia, a seguir, outros assuntos da entrevista concedida pelo presidente do São Paulo, Júlio Casares:
Mudanças no departamento médico após a queda no Paulistão: “Esse é um trabalho que vem sendo preparado há muito tempo. Nós tínhamos tudo planejado pra fazer (a mudança) após o Campeonato Paulista”.
“Como veio a desclassificação e nós temos quase um mês de inatividade em termos de jogo, foi decidido antecipar. É natural. Não há ataques ou achar um culpado”.

