Depois de encerrar sua longeva e icônica trajetória pela Globo, Galvão Bueno agora é digital. Se reinventando gradativamente, o experiente jornalista esportivo iniciou a carreira no mundo novo, onde ele classifica como a “quarta camada”.
Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, o narrador detalhou o conceito criado por ele na parceira com a Play9, e destacou o cenário de concorrência.
“Temos a TV aberta, como a Globo, Record, ou seja, as que fazem futebol em transmissão aberta. Depois, vem os canais por assinatura, como Sportv e ESPN”, iniciou Galvão Bueno.
“Na terceira camada, entramos na parte digital: as plataformas de streaming – que são pagos – como Globoplay e Netflix. E aí temos a quarta, que é dos streamers, e hoje sou um deles, como o Fred, Gaulês e Felipe Neto. Essa é a parte digital que é de graça, a pessoa vai lá, busca pelo canal e pronto. Além disso, é algo pessoal, é a marca de cada um que tem o seu canal que chama o público”, complementou o narrador.
Ainda na entrevista, Galvão fez questão de enfatizar que não enxerga concorrência dentro da quarta camada. Embora haja uma intensa busca pelos direitos de transmissões, não há uma briga por exclusividade, com o público podendo escolher o jogo no “Canal GB”, “Flow Sport Club” ou “CazéTV”, por exemplo. “Tem espaço para todos”, pontuou o comunicador.
GALVÃO E O SUCESSO DA ESTREIA NO DIGITAL
Em seu debute no streaming, o narrador acumulou números expressivos no “Canal GB”. Além do pico de 1,5 milhão de aparelhos simultaneamente conectados, a transmissão do amistoso entre Marrocos e Brasil no último mês, impulsionou o número de inscritos no canal, que já se aproxima do primeiro milhão.
Semanalmente, Galvão tem publicado vídeos analisando o cenário do futebol brasileiro, com assuntos em destaque, como por exemplo a demissão de VP e a chegada de Sampaoli no Flamengo, seu clube de coração.

