O documentário ‘Galvão: Olha o Que Ele Fez’ estreou no Globoplay nesta quinta-feira (18) com a liderança dos dois primeiros episódios. A série conta a história de vida e carreira do narrador Galvão Bueno, principal voz da seleção brasileira nas últimas décadas.
Intitulado ‘Surge o Poderoso Galvão’, o segundo episódio conta a euforia do narrador com as transmissões das Copas disputadas entre os anos 70 e 90. Nesse período, Galvão Bueno vai da fama de ‘pé frio’ pelos fracassos na década de 1980 ao fim do jejum com o tetra em 1994.
Nesse ínterim, o locutor se destaca pelas críticas aos jogadores. Os dois personagens desse trecho são o ex-volante Alemão, que disputou a Copa de 1990, e Zinho, que fez parte do elenco campeão em 1994. Ambos aparecem no documentário e comentam os casos. O jornalista Tiago Leifert, ex-apresentador da Globo, destacou o ‘poder’ das palavras de Galvão Bueno.
“Eu acho que uma opinião do Galvão pode destruir uma carreira. Uma opinião do Galvão pode ferir um jogador ou colocar uma mancha na carreira dele pra sempre. E se ela for injusta, não importa, ela vai ficar pra sempre também”, disse Tiago Leifert.
Hortência, eterna Rainha do Basquete brasileiro, também comentou a importância do narrador. “As pessoas tem a mania de rotular você de que você é prepotente e tal. Mas ele sabe mesmo, né? Esse é o problema. Eu acho que você tem que dar valor àquilo que você sabe. A humildade demais é burrice. Aceita que você sabe, você trabalhou. Acredita no seu potencial. Isso, às vezes, atinge as pessoas. Dane-se. Foda-se.”
Alemão fala sobre polêmica com Galvão Bueno:
Durante a transmissão de Brasil e Argentina pelas oitavas de final da Copa de 1990, Galvão Bueno detonou o então volante Alemão. As críticas foram pela marcação do jogador no lance que originou o gol da vitória e da classificação hermana.
“Mas é aquela história. Muito cupincha e muito amigo, jogador muito amigo. Muito respeito com o Maradona. Quando ele driblou o primeiro, tinha que tomar uma varada e jogar ele do lado de fora do campo”, disparou o narrador na ocasião.
A combinação entre Maradona e Caniggia que eliminou o Brasil na Copa de 90.
Nostálgico!
— Futebol Nostálgico! (@futnostalgico) May 15, 2023
Alvo de críticas de Galvão, Alemão topou participar da produção. O ex-volante, entretanto, demonstrou indiferença com a opinião do narrador agora, mais de 30 anos depois.
“Se a gente vir o lance, e eu vi 500 vezes, chegou um ponto que eu pensei: ‘Pera aí. Eu sou o culpado sozinho por esse gol’. Pelo tanto que ele falou”, disse Alemão, ao documentário. “Eu fiquei vivendo o problema durante 32 anos. Então, o que ele [Galvão] pensa agora, para mim, não tem a mínima importância”, afirmou o ex-jogador em entrevista para o documentário.

