A CBF marcou o amistoso da seleção brasileira na Espanha, país onde ocorreu diversos casos de racismo contra Vinícius Júnior e outros brasileiros. A jornalista Ana Thaís Matos, do Grupo Globo, se manifestou mais uma vez contra a escolha da principal entidade do futebol do Brasil e ironizou:
“Próximo passo da CBF pode ser fazer um amistoso anti-homofobia e anti-machismo na Arábia Saudita”, disparou Ana Thaís. O contexto da frase da comentarista nas redes sociais é esse: o pais asiático é conhecido pela opressão às mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. Já que a Confederação Brasileira de Futebol marcou um jogo em um país com diversos casos de racismo, ela ironizou e “sugeriu” que o mesmo seja feito em outras campanhas da sociedade.
Antes do começo do amistoso da seleção brasileira, o amigo e assessor de Vini Jr. relatou que sofreu racismo do segurança do estádio. A jornalista disse mais:
“O racista não tem vergonha. Não tem medo. Se sente confortável pra ser criminoso sempre. Por isso fui contra esse recorte da CBF pra esse amistoso. Não tem nada antirracista em levar Vini e seus amigos diante dos racistas”, opinou Ana Thaís, que ainda chamou a atenção para uma cena na entrada de campo:
“Não tem uma criança negra entrando com jogadores no ‘amistoso antirracista'”, lamentou ela.
Em jogos do Real Madrid pela Espanha, Vinícius Júnior sofreu diversos ataques criminosos nos últimos anos. O último, em partida contra o Valencia por La Liga, gerou grande repercussão e revolta, especialmente por parte dos brasileiros.
Milly Lacombe faz sugestão para CBF
“Seleção devia adotar essa camisa linda para o novo ciclo. Aposenta temporariamente a camisa sequestrada pelo fascismo e simboliza a intenção de realmente lutar contra o racismo porque só de slogan não viveremos: tá tendo jogo mesmo depois do racismo do segurança logo na entrada”, disse a jornalista nas redes sociais.

