Após confusão em São Januário, Vasco deve ter punição igual à do Santos
O Gigante da Colina deve ter seu estádio fechado por 30 dias
Foto: Buda Mendes / Getty Images
Um dia após os protestos de torcedores do Santos, na Vila Belmiro, agora foi a vez do Vasco sofrer com o vandalismo e violência de seus torcedores.
Assim, o Gigante da Colina deve enfrentar uma possível punição devido aos protestos ocorridos em seu estádio, depois do jogo contra o Goiás, pelo Brasileirão Série A.
Lembrando, esses protestos podem levar a sanções severas, como multas, perda de pontos e até mesmo a exclusão de competições.
E nesse sentido, a procuradoria do STJD vai pedir que Vasco jogue sem torcida por 30 dias, como aconteceu com o Santos, até que as confusões após a derrota para o Goiás, sejam julgadas pelo órgão.
Portanto, na próxima segunda-feira (26.06), o Vasco teria uma partida marcada em São Januário, contra o Cuiabá, pela 12ª rodada do Brasileirão Série A, que já não vai mais acontecer no local.
Clima hostil dentro e fora de São Januário
As confusões aconteceram após o jogo com o Goiás e este clima hostil também se repetiu, com muita confusão, na saída do estádio.
Dessa maneira, já nesta sexta-feira, a Polícia Militar divulgou nota confirmando que um policial efetuou disparos após o jogo, com ele sendo identificado e conduzido à 1° Delegacia de Polícia Judiciária Militar.
Com isso, na súmula do jogo, o árbitro Jean Pierre Gonçalves relatou diversos problemas, como bombas e objetos jogados no campo.
Veja o texto da súmula da partida:
“Após o gol da equipe do Goiás, ocorrido aos 28 minutos do segundo tempo, a torcida do Vasco SAF, que encontrava-se atrás dos bancos de reserva, arremessou copos em direção ao banco de reservas do Vasco SAF. Após o término da partida, a torcida do Vasco SAF, passou a arremessar para dentro do campo copos plásticos, latas de refrigerante, sinalizadores e bombas explosivas (rojão). Nas arquibancadas, a Polícia Militar teve que intervir pois diversos torcedores quebraram uma grade de acesso ao campo. Informo ainda, que vários carros, sendo um deles o carro de transporte da arbitragem (carro do assistente 1 sr. Marcelo Van Gasse), que encontravam-se em um setor reservado e disponibilizado pelo clube foi avariado com pedras sendo amassados, arranhados e quebrados. Conforme informação da Polícia Militar foi verificado que o acesso aos carros foi executado pelo portão 6 que foi quebrado pela torcida. Por segurança, os membros da cabine do VAR tiveram que imediatamente retirarem-se da sala, pois próximo à sala houve um conflito entre a Polícia Militar e alguns torcedores através de bombas de efeito moral e uso de gás para dispersar os referidos torcedores.”

