O Timão pode pagar uma multa e até perder pontos
Portanto, agora no dia 14 de junho, quarta-feira, às 10h, o julgamento acontecerá.
Lembrando, os gritos homofóbicos aconteceram antes da partida começar e também seguiu durante o jogo, com Bruno Arleu de Araújo, árbitro da partida, chegando a parar o jogo no segundo tempo.
Neste momento, os telões da arena começaram a mostrar mensagens para que os torcedores parassem com as músicas homofóbicas, porém, o que aconteceu foi que uma parte dos torcedores aumentaram o volume.
Evidentemente, o árbitro relatou o ocorrido na súmula da partida, com o clube sendo enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
Nesse sentido, o artigo diz: “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.”
O ato já é uma reincidência pois aconteceu em 2022
Assim, o que diz a lei é que se pode aplicar uma multa de R$ 100 a R$ 100 mil, e ainda estabelece “perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição.”
Lembrando, o ato já aconteceu em 2022 e à época o Corinthians foi denunciado ao STJD, mas o que aconteceu foi que o Timão pediu uma “transição disciplinar”, que foi acatada pelo tribunal.
Dessa maneira, o Corinthians não foi punido e fez um pagamento de R$ 40 mil, em que metade foi destinado a quatro instituições de ajuda às pessoas em situação vulnerável.
Por fim, uma nota do Corinthians, emitida no mês passado, diz que o clube repudia os gritos homofóbicos e ainda pediu para que os torcedores parassem com as manifestações.

