Morre Palhinha, ídolo de Cruzeiro, Atlético-MG e Corinthians
Ex-meia também defendeu a seleção brasileira e não foi a Copa do Mundo
Reprodução/ESPN
O futebol brasileiro perde mais um grande ídolo. Segundo informações do jornal O Tempo, faleceu Palhinha. O jogador foi meia nos anos 70, ídolo de Cruzeiro, Atlético-MG e Corinthians.
A morte aconteceu nesta segunda-feira, 17 de julho, em Belo Horizonte onde estava internado para tratar de uma infecção aos 73 anos. Ainda de acordo com o jornal mineiro, não há informações sobre sepultamento.
Revelado pelo Cruzeiro, com a camisa da Raposa, estava no elenco e foi peça importante na primeira conquista da Copa Libertadores de 1976. Lá, também faturou oito campeonato estaduais ( 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976 e 1984). Muito desses títulos, vieram ao lado de Tostão e Dirceu Lopes.
No Corinthians esteve na quebra do tabu
Depois do Cruzeiro, Palhinha foi contratado como grande nome para o Corinthians, em 1977. No Parque São Jorge, fez parte do time campeão paulista daquele ano, que quebrou o tabu de 23 anos sem título. No primeiro confronto daquela final, diante da Ponte Preta, Palhinha anotou o gol da vitória corintiana.
Ex-jogador também vestiu a camisa do Atlético-MG
Assim como Toninho Cerezo e Nelinho, seus contemporâneos, Palhinha também jogou no Atlético-MG, depois de voltar do futebol paulista. Pelo Galo, ganhou o campeonato mineiro pela nona vez.
Palhinha na seleção brasileira
Com a camisa canarinho, Vanderlei Eustáquio de Oliveira, jogou 16 jogos marcando seis gols de 1973 a 1979. Mas, neste ponto, ele teve uma grande frustração: nunca ter disputado uma Copa do Mundo pelo Brasil.
“Naquela época havia Rio-São Paulo, mais Rio de Janeiro, e eu, naquela época, por exemplo, da Copa de 74, estava muito bem e não tive a felicidade de ser convocado pelo Zagallo. Em 78, eu e o Sócrates estávamos arrebentando em São Paulo, e nem eu e nem o Sócrates fomos para a Copa do Mundo da Argentina? Então, eu tinha essa preocupação em disputar com jogadores do Rio de Janeiro. Em 78, eles levaram Jorge Mendonça, Roberto Dinamite, Reinaldo, que estava meia boca, machucado, e eu e o Sócrates arrebentando no Corinthians com futebol de alto nível, e o Cláudio Coutinho não chamou nem eu e nem o Sócrates”, analisou em entrevista ao UOL de 2018.

