Casagrande nega “perseguição” pelo apoio de Neymar a Bolsonaro: “Me decepcionei”
Comentarista lembrou críticas envolvendo apenas o desempenho em campo do camisa 10 pela seleção
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Reprovando o desempenho de Neymar em Brasil x Venezuela, Casagrande negou uma “perseguição política” ao craque. Dessa forma, o ex-jogador lembrou que endossou o nível das críticas após o desempenho do atacante no período que antecedeu o Mundial de 2018. Sendo assim, na época em questão, não havia nenhum movimento envolvendo o apoio a Jair Bolsonaro.
Como houve uma decepção pelo futebol apresentado por Neymar na Copa da Rússia, Casagrande elevou o tom dos comentários. Dessa forma, o sentimento em questão fez o ídolo do Corinthians perder a confiança no camisa 10.
“Quando eu comecei a falar que ele era mimado, não é que eu era contra o cara. Não tem nada a ver de política porque era 2017, não tinha essa questão de divisão de extrema direita e extrema esquerda. Muitos falam: ‘O Casagrande critica ele porque apoiou o Bolsonaro’. Eu critiquei o Neymar em 2017, não tinha política no meio. A minha crítica começou porque eu fui percebendo esse tipo de comportamento que está ficando muito mais evidente do que o futebol. Naquela época ele ainda jogava bem e muita gente colocou em dúvida aquilo que eu estava falando. Agora, ele não está conseguindo jogar bem e está nítido aquela percepção. Eu falei porque ele tinha que mudar, a Copa iria ser em 2018, era o cara que tinha que desequilibrar. Depois do que eu vi em 2018, me decepcionei totalmente.”, disse no programa Fim de Papo, do UOL Esporte.
“Eu estava fazendo os jogos da seleção no estádio, e o cara fez aquilo. A minha crítica é essa, de um cara que torce pela seleção brasileira, não sou ufanista, e que ficou profundamente decepcionado com o cara que a gente jogou as fichas para ganhar uma Copa do Mundo e ele fez o que fez. Eu não confio mais.”, completou.
Além disso, Casagrande comentou a principal polêmica do confronto na Arena Pantanal. Sendo assim, em sua visão, o torcedor que atirou um saco de pipoca em Neymar não quis, de forma obrigatória, chamar o jogador de pipoqueiro pelo empate da seleção.
“Eu não acho que o cara jogou pipoca no Neymar para chamar ele de pipoqueiro. O cara estava com pipoca na mão. Se tivesse com um saco de bala não ia jogar? Ele jogou o que tinha na mão.”, afirmou.

