Casagrande ‘joga a real’ e detona time do Brasileirão 2023: “Decepção”
Casagrande avalia trajetória dos clubes que disputaram a Série A deste ano e resume em uma palavra
Imagem de Casagrande
Depois de eleger a seleção do Campeonato Brasileiro 2023, o comentarista Walter Casagrande aceitou um desafio ousado do UOL Esporte para definir em uma palavra o desempenho de cada clube na edição deste ano da Série A. Sem papas na língua e sempre com opiniões contundentes, Casão não teve dúvidas em apontar qual time gerou maior decepção em suas expectativas.
Na sua visão, o Flamengo foi aquele que mais deixou a desejar. De fato, por todo investimento que é feito, pelos atletas de renome que possui seu elenco, o resultado final de longe não foi o esperado, sobretudo pelo seu torcedor. O rubro-negro encerrou o Brasileirão na quarta posição com 66 pontos, correndo o risco até mesmo de ficar fora do G-4.
O Botafogo, que era então o favorito ao título pela consistência que demonstrava, sobretudo pelo primeiro turno, despencou de forma assustadora e sequer conseguiu alcançar uma vaga na fase de grupos da Libertadores: “Desastre”, resumiu Casagrande.
Campeão nacional pela 12ª vez, o Palmeiras se aproveitou dos inúmeros vacilos do Botafogo e não desperdiçou. Sob o comando de Abel Ferreira, o Verdão não deu chances para os demais concorrentes e mostrou em campo porque é considerada a melhor. Casão aponta para a consistência do time paulista como peça-chave para um trabalho de sucesso.
Casagrande usa soberba para justificar fracasso do Botafogo no Brasileirão
Líder do Campeonato Brasileiro com Luís Castro, o Botafogo viu o barco começar a afundar com a saída do português. Desde então, decisões fora do campo respingaram dentro das quatro linhas e o resultado final foi desagradável. A última delas, o pedido dos próprios atletas pela saída de Bruno Lage e a manutenção de Lúcio Flávio.
“Os jogadores se uniram e foram falar com a direção para dizer que o elenco desejava ter o Lúcio Flávio como treinador. Me lembro que num programa do UOL falei que era bem interessante esse movimento, mas que era uma grande responsabilidade e que depois dessa atitude teriam que bancar em campo a escolha que fizeram”, recorda Casagrande.
Entretanto, os atletas não reagiram e o Fogão promoveu uma série de vexames ao longo do segundo turno. O mais emblemático foi o confronto diante do Palmeiras. Tiquinho Soares, que tinha a chance de fazer o 4 a 1, desperdiçou um pênalti. O Verdão conquistou uma virada histórica no Nilton Santos.
“Foi a soberba que dominou a cabeça de boa parte do elenco. Se formos analisar como terminou o campeonato, fica claro que, ao invés de ter tomado a virada do Palmeiras e do Grêmio, tivesse empatado e vencido só uma partida, teria sido campeão brasileiro mesmo com o péssimo segundo turno que fez”, concluiu.

