Botafogo detalha plano para pagar quase meio bilhão em dívidas cíveis; veja detalhes
Glorioso fará processo de recuperação extrajudicial que substituirá atual regime que concentrava dívidas em uma ação
John Textor, acionista do Botafogo (Foto: Vitor Silva/Botafogo)
Um dos primeiros times brasileiros a seguir com o Regime Centralizado de Execuções (RCE) para organizar o pagamento de suas dívidas, o Botafogo decidiu por optar em mudar tal processo e preferir outra saída para poder quitar seus débitos.
Na sexta-feira (9), o Glorioso divulgou ter feito um plano de recuperação extrajudicial no qual o clube definiu modalidades para pagar dívidas cíveis mantidas pelo clube. Tal plano assumirá o cronograma que vinha sendo adotado com a implementação do RCE.
Clube divulga Portal de Adesão da Recuperação Extrajudicial com propostas para credores de dívidas cíveis do Botafogo ou da Cia. Botafogo.
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— Botafogo F.R. (@Botafogo) February 9, 2024
O novo processo caberá a organizar o pagamento de mais de R$ 404 milhões em dívidas cíveis em nome do clube. Os botafoguenses alegaram que a mudança para uma recuperação extrajudicial foi motivada pelo fato da RCE então em vigor ser ‘insuficiente’ para que as dívidas fossem pagas dentro de tempo que considera ‘razoável’. Além disso, o Regime Centralizado de Execuções, de acordo com o Alvinegro, não seria suficiente capaz de lidar com dívidas que não eram cobradas na Justiça
Tal processo foi autorizado pela Justiça em janeiro e o Botafogo organizou tal pagamento em três grupos. Um deles contemplará o pagamento à vista dos débitos em até dez dias da homologação do plano, com o prazo podendo ser estendido até 31 de março de 2024. Neste, o pagamento será feito sob o crédito ao qual o clube reconhece dever, com desconto de até 90%.
Há outra modalidade de pagamento à vista, esta em uma parcela de valor fixo (até R$ 20 mil do valor da dívida reconhecida), que será feita em até 60 dias da homologação. A condição para aceitar tal é a de renunciar a cobrar o valor integral ou restante da dívida. E também há o pagamento em longo prazo, com carência de dois anos para que os valores sejam pagos parceladamente (em até 156 meses) com deságio de 40%.
Na RCE, o Glorioso usava parte de suas receitas (até 20%) para pagar as dívidas concentradas neste processo, que eram organizadas em uma espécie de ‘fila’ pela ordem de quando tal débito foi confirmado. No entanto, as tentativas de credores de tentarem usar outros meios para receber fora da ordem os valores fez o clube repensar tal processo.
O novo plano elaborado deve ser analisado pelos credores e aprovado por estes até 15 de março para que este seja homologado pela Justiça e os pagamentos se iniciem.

