Milton Neves exalta herói de título histórico do Santos: “Jamais esquecido”
Apresentador exaltou o autor do gol do título do Peixe; jogador fez parte de time histórico e morreu aos 82 anos
Milton Neves exaltou Dalmo, ídolo do Santos (Divulgação / Santos FC)
O apresentador Milton Neves, em sua coluna no UOL Esporte, lembrou de um dos heróis do Santos no passado: Dalmo. O zagueiro e lateral-esquerdo foi o autor do histórico gol do título mundial do Peixe para cima do Milan, em 1962, convertendo penalidade máxima.
Na ocasião, ele bateu o pênalti decisivo no Mundial de 1963, no terceiro jogo, em que o Santos venceu o Milan por 1 a 0. Pelé não foi o responsável por aquela penalidade porque não esteve em campo nos dois últimos jogos daquele Mundial contra os italianos, já que estava lesionado.
Milton lembrou o gol histórico de Dalmo, assumindo uma responsabilidade que sempre foi do camisa 10.
“Foi de Dalmo Gaspar, que nos deixou há nove oito anos, o gol único do Santos diante do Milan na terceira e última partida do Mundial de Clubes de 1963, então chamada de Copa Intercontinental, que deu ao Santos o bicampeonato em jogo disputado no Maracanã”, lembrou Milton Neves, que seguiu:
“Dalmo marcou este tento cobrando penalidade máxima, sofrida por Almir Pernambuquinho.”
Milton ainda lembrou a morte de Dalmo, aos 82 anos, em 2 de fevereiro de 2015, há exatos nove anos, e vislumbrou um encontro entre ele e Pelé no céu.
“Querido Dalmo, que certamente fez uma bela recepção a Pelé em 29 de dezembro último, saiba que todos os santista te adoram!”, escreveu Milton Neves, que concluiu.
“Você jamais será esquecido!”
Dalmo foi ídolo do Santos
O ex-zagueiro e lateral-esquerdo começou no futebol no São Paulo de Jundiaí, ainda no time de base. Pouco depois, foi para o Paulista, principal time da cidade, onde ficou de 1951 a 1954, saindo para o Guarani, onde se destacou até 1957. Atuando pelo lado esquerdo, se firmou no Peixe durante seus oito anos no clube.
Foram cinco títulos do Paulistão, duas Taças Brasil – que se tornaram títulos do Brasileirão -, duas Copas Libertadores da América, dois Mundiais de Clubes, além de um Rio-São Paulo. Deixou o Santos em 1964 e voltou ao Guarani, onde ficou até 1967, retornando ao Paulista para encerrar a carreira. Ele fez parte do lendário time do Santos que é tão escalado pelos fãs de futebol:
Gilmar; Lima, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

