Casagrande comenta condição para proibir gramados sintéticos no futebol brasileiro
Comentarista esportivo comentou reunião da primeira divisão contra gramado sintético para 2025
Allianz Parque, um dos estádios do futebol brasileiro que utiliza gramado sintético. (Créditos: Ricardo Moreira/Getty Images)
Após os problemas com o gramado do Allianz Parque, discussões sobre compostos sintéticos voltaram a entrar em pauta. O Conselho Técnico do Brasileirão Série A estaria organizando uma reunião com os clubes da primeira divisão para tentar um veto aos campos artificiais a partir da temporada de 2025. O tipo de superfície foi objeto de análise no programa da UOL News Esporte e comentado por Casagrande.
Casagrande analisa gramados sintéticos
Durante participação no programa UOL News Esporte, o comentarista esportivo deu sua opinião relacionada à possível proibição de campos artificiais em breve. Casagrande apontou a discussão como desequilibrada e criticou a falta de padrão na superfície, relembrando que os dirigentes se preocupam com padrão de estádio, mas não de gramados.
O especialista relembrou que a maioria dos estádios no futebol brasileiro são dentro do padrão FIFA. Logo, as diretorias estariam se preocupando mais com design, como criar arenas e não tanto com um gramado parecido em todas.
Sobre o campo sintético, Casagrande foi enfático: “Todo clube tem seu campo de grama artificial, todo clube tem, inclusive clube social”. Desta forma, aponta que, quando os clubes enfrentam times em estádios de grama sintética, os rivais se preparem a semana inteira sob essas condições. Entretanto, criticou: “A questão é dar um padrão para eles”.
Casagrande comentou sobre o maior risco de lesões, destacou que o argumento não é comprovado cientificamente, relembrando que antes dos gramados sintéticos, lesões severas também existiam, apontando inclusive que gramados naturais com barro, deslize, poças d’ água são extremamente perigosos, e questionou: “Tem alguma diferença para o jogador? De entrar no gramado como estava no Maracanã, não sei como está hoje, como era o Mineirão por muitos anos, o Castelão por muitos anos”.
Casagrande relembrou o jogo do Brasileirão entre o Grêmio e Corinthians, onde, um dia anterior, houve show e o campo era metade barro e metade gramado. Para o comentarista esportivo, antes de uma reunião garantindo a proibição de campos sintéticos, é preciso uma condição: “Para proibir grama sintética, tem que obrigar os clubes a oferecerem gramado perfeito”.


