Abel Ferreira comemorou a chegada de Jhon Arias (Photo: Ettore Chiereguini/AGIF)
O Palmeiras venceu o Botafogo por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Allianz Parque, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, e voltou à liderança da competição. E o gol que garantiu os três pontos foi da principal contratação da equipe paulista na temporada: Jhon Arias.
O meia colombiano teve ótima atuação e arrancou elogios do técnico Abel Ferreira. Logo depois da partida, o treinador português fez questão de agradecer à presidente do Palmeiras, Leila Pereira, pela contratação do jogador. Conforme as palavras do técnico, seu sono passou a ser mais sossegado.
“Não tem varinha mágica. Fico feliz pelo Arias porque dá confiança a ele, e o jogador não desaprende. É um processo de adaptação ao clube, aos métodos. Estou muito satisfeito. A partir do momento em que a presidente o contratou, eu passei a dormir mais sossegado um bocadinho”, afirmou.
Abel Ferreira ainda chamou a atenção para a adaptação de Arias com a camisa do Palmeiras. Pelo valor desembolsado pelo clube, a pressão em cima do meia é grande. Por isso, o técnico pregou paciência e citou como exemplo outros jogadores.
“Sabemos que tem qualidade, que tem que se adaptar, sabemos da exigência da torcida. Se estão aqui, é porque são bons, só que às vezes uns se adaptam mais rápido, outros estão melhores que outros. Dou muitas vezes os exemplos do Veiga, do Lopez, se não tivéssemos paciência, se calhar, no primeiro ano, tínhamos mandado o Lopez embora”, disse.
Leia mais: Arias marca pela primeira vez, Palmeiras supera o Botafogo e assume a liderança do Brasileiro
Treinador liga o sinal de alerta
O técnico Abel Ferreira voltou a chamar a atenção para os problemas físicos do time. Ao explicar as escolhas para a partida desta quarta-feira, o palmeirense enfatizou que a sua escalação está sempre condicionada às condições físicas de seus atletas.
“É bem provável que jogue o Khellven (no próximo jogo). Fizemos dois jogos em casa depois do jogo do Vasco e da final. Khellven vinha jogando de forma consecutiva, e de forma consecutiva mesmo só o goleiro, Gomez, o Marlon e o Flaco. O Andreas também. O próprio Maurício também, depois da final, ficou fora. Fomos tirando os outros por lesão”, explicou.
“Com três dias, você consegue recuperar melhor, e com dois dias os jogadores estão mais cansados e com risco de lesão. Não posso dizer que está lesionado, porque não está, mas a probabilidade de se lesionar, depois de jogos seguidos, é maior. O jogador diz que está cansado, há uma decisão. Você começa a ver a linguagem corporal se está ou não disponível”, completou.
O Palmeiras chegou aos 16 pontos na tabela e se beneficiou da derrota do São Paulo para o Atlético-MG para voltar à liderança do Brasileirão. O Verdão volta a campo no próximo sábado, contra o Tricolor, no Morumbis, pela oitava rodada da competição.

