Raí Monteiro fala sobre adaptação de Luis Zubeldía ao SPFC e ao futebol brasileiro
Comentarista esportivo acredita que chegada do treinador argentino não resolverá problemas do São Paulo
Luis Zubeldía durante treino do SPFC (Créditos: Flickr São Paulo)
Na semana passada, o SPFC anunciou a demissão de Thiago Carpini e a contratação de Luis Zubeldía. No domingo (21), o Tricolor Paulista venceu pela primeira vez no Brasileirão como visitante contra o Atlético-GO e se prepara para a 3ª rodada da Libertadores longe de casa contra o Barcelona do Guayaquil em estreia do treinador argentino. Para o comentarista esportivo, Raí Monteiro, acredita que a contratação de comandante não solucionará os problemas.
Raí Monteiro alerta SPFC sobre contratação de Zubeldía
Durante o programa da Bandsports, o jornalista esportivo analisou a estreia do treinador argentino. O perfil de Zubeldía é difere de Thiago Carpini e Dorival Júnior, seus predecessores, que adotam um ambiente de mais comunicação com os jogadores. O argentino é famoso por ser exigente. Raí Monteiro relembrou que, na apresentação, o técnico justificou a negativa da proposta do SPFC no início de 2024 como a necessidade de um “tempo”.
Raí Monteiro comentou sobre este fator: “Muitas vezes observamos técnicos que emendam um trabalho no outro. E é muito importante ter um tempo para uma reflexão. O cara entender o que ele fez de bom e o que ele fez de ruim durante este período e poder se fazer de energia para iniciar um novo trabalho”.
Apesar disso, o comentarista esportivo fez uma alerta sobre o treinador iniciando no São Paulo, afirmando: “O fato de ter trabalhado em vários países da América do Sul trouxe a ele uma bagagem, uma compreensão de que cada liga precisa ser jogada de uma forma. Porque o futebol argentino não é igual ao futebol colombiano, que não é igual ao futebol equatoriano, que tampouco parece com o futebol mexicano, países onde ele trabalhou. E que nenhum deles tem nada em comum com o futebol brasileiro”.
Portanto, Raí Monteiro projetou que, apesar de Zubeldía afirmar que se considera “um treinador em constante evolução”, o técnico argentino terá que se adaptar ao futebol brasileiro. E completou: “Vai precisar se adaptar ao calendário, às viagens, aos jogadores, não é igual trabalhar na LDU que ele fez em um ano e oito meses 71 jogos. Em 2024, vai parar para fazer quase isso, pode fazer 70 jogos ou mais”.


