Gerson durante jogo do Flamengo - Divulgação/Gilvan de Souza
Especialista na área de publicidade e marketing, Milton Neves escreveu algumas linhas para explicar porque o Corinthians é dono da camisa mais valiosa do futebol brasileiro. Apesar de Flamengo e Palmeiras estarem em alta, o Timão é visto como um caso à parte e os valores da possível nova patrocinadora máster justificam a tese.
O clube paulista trabalha com montantes a partir de R$ 100 milhões anuais e um acordo até o fim da gestão de Augusto Melo, em dezembro de 2026. A favorita para estampar a camisa corintiana é a Esporte da Sorte, que substituiria a antiga casa de apostas que rescindiu o vínculo.
“Quando do imbróglio envolvendo a Vai de Bet e o Corinthians, eu pensei: agora ferrou! Depois disso tudo envolvendo a patrocinadora, com o nome do clube em manchetes policiais, quem ousaria estampar a sua marca na camisa alvinegra?”, inicia Milton Neves, no UOL Esporte.
“E eu tenho certeza que praticamente TODOS os clubes enfrentariam dificuldades imensas para conseguir um parceiro após tantos tropeços e malfeitos de seus cartolas. Mas acontece que o Timão, minha gente, é um caso à parte no nosso futebol”, acrescenta o jornalista.
Milton Neves vê Corinthians com a marca mais valorizada que rivais
Publicamente, o Corinthians não fala a respeito de valores, mas espera o quanto antes fechar um acordo. A Esporte da Sorte também não se manifestou até o momento. Milton Neves não tem dúvidas em dizer que o alvinegro tem em mãos a camisa mais valiosa do Brasil.
“Sabem, é que nenhum clube no Brasil é capaz de dar o retorno financeiro que o Alvinegro do Parque São Jorge dá. Sim, o Palmeiras está em alta e fez muito bem ao seu patrocinador, a Crefisa. O Flamengo também vem bem nas contas e nas grandes contratações, além de contar com a maior torcida do Brasil”, afirma.
“É a verdade nua e crua. E, como a Fiel é a esmagadora maioria no Sudeste (24% x 16% do Flamengo), região mais rica de nosso País, obviamente as empresas crescem bem mais os olhos para o manto alvinegro do que para os demais”.

