São Paulo x Palmeiras é destaque no recheado domingo (5) (Foto: SPP Sport Press Photo/Alamy Live News)
O empresário Diego Fernandes surge como um possível novo investidor do São Paulo Futebol Clube. Conhecido por ter articulado a vinda de Carlo Ancelotti à Seleção Brasileira, o são-paulino declarado recebeu apoio de um banco nacional e de sócios influentes ligados ao clube, segundo apuração da CNN Brasil. A movimentação ocorre em meio à busca do Tricolor por alternativas para equilibrar suas finanças e definir o futuro administrativo.
Fernandes, de 40 anos é fundador da O8 Partners. A empresa administra o patrimônio e a carreira de mais de 100 atletas profissionais, entre eles nomes de peso como Neymar e Vinícius Júnior. Seu histórico no mercado financeiro e no meio esportivo tem despertado interesse de investidores e torcedores. Especialmente diante da grave situação econômica vivida pelo São Paulo, que acumula dívidas próximas de R$ 1 bilhão.
Apoio de investidores e estudo de entrada no clube
De acordo com as informações divulgadas, Diego Fernandes já possui o aval de alguns investidores são-paulinos e de um banco digital de grande porte para desenvolver um projeto de investimento no clube. Apesar de ainda estar em fase inicial, o movimento demonstra intenção de se aproximar da gestão tricolor e estudar possibilidades de participação financeira ou política.
Entre as alternativas estudadas, estão modelos de entrada semelhantes ao de Leila Pereira no Palmeiras. Com investimento direto e influência administrativa, ou até mesmo a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), formato que vem se consolidando no futebol brasileiro. No entanto, nenhuma proposta formal foi apresentada até o momento.
Consulta à torcida e articulação nos bastidores
Um dos diferenciais da estratégia de Fernandes é o desejo de ouvir a torcida são-paulina. O empresário já iniciou conversas com institutos de pesquisa para entender como os torcedores enxergam o futuro administrativo do clube. Além de ver qual seria o nível de aceitação de um novo investidor.
Além disso, influenciadores e perfis ligados ao São Paulo já teriam sido procurados para conhecer melhor o projeto. Segundo apuração, o objetivo é apresentar a imagem de Fernandes de forma positiva antes mesmo de qualquer anúncio oficial. Criando uma base de apoio e fomentando o debate sobre novos caminhos para o clube.
Disputa de bastidores: Galápagos Capital segue favorita da atual gestão
Apesar da movimentação de Diego Fernandes, o presidente Julio Casares mantém sua preferência pela Galápagos Capital, empresa que atualmente administra o FIDC do São Paulo. O fundo tem como principal objetivo reduzir a dívida bancária da instituição, e a Galápagos também aparece como favorita em uma possível gestão do FIP de Cotia, projeto que busca captar cerca de R$ 250 milhões para as categorias de base.
A Galápagos Capital já possui vínculo contratual e relação direta com a atual diretoria, o que torna mais difícil a entrada de novos investidores sem aprovação do conselho deliberativo. Ainda assim, o nome de Fernandes tem ganhado força nos bastidores, especialmente entre torcedores e grupos que defendem maior profissionalização no comando do clube.
Crise financeira e busca por soluções
O São Paulo vive um dos momentos mais delicados de sua história recente. Eliminado precocemente da Copa Libertadores, o clube sofre com forte pressão da torcida sobre o presidente Julio Casares e o diretor de futebol Carlos Belmonte. A instabilidade dentro e fora de campo intensificou a discussão sobre novos modelos de gestão, como SAFs e fundos de investimento.
Nesse contexto, a entrada de um empresário como Diego Fernandes é vista por alguns conselheiros como uma oportunidade de modernização e resgate da credibilidade do São Paulo.
Por ora, o clube nega oficialmente ter recebido qualquer proposta. Fernandes, no entanto, segue ativo nos bastidores, dialogando com sócios, investidores e representantes de bancos interessados em apoiar o projeto. Seu nome pode ganhar ainda mais força caso o processo político interno avance e o debate sobre a reestruturação administrativa do São Paulo se intensifique nos próximos meses.

