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Coordenador do Palmeiras dispara contra a base após queda na Copinha

João Paulo Sampaio critica desempenho, elogia o Ibrachina e reforça que derrota também faz parte do processo de formação

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Coordenador do Palmeiras dispara contra a base após queda na Copinha

João Paulo Sampaio em seu trabalho no Palmeiras (Divulgação/Palmeiras)

A eliminação do Palmeiras na Copa São Paulo de Futebol Júnior teve repercussão imediata fora de campo. Logo após a derrota nos pênaltis para o Ibrachina, o coordenador das categorias de base, João Paulo Sampaio, usou as redes sociais para fazer uma avaliação dura da atuação da equipe. O dirigente reconheceu o empenho, mas foi incisivo ao falar de desempenho técnico.

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Em publicação feita na madrugada, ele agradeceu o apoio da torcida e a postura competitiva dos atletas. Em seguida, porém, foi direto ao ponto. “Entrega e luta existiram, mas futebol de verdade não jogamos p… nenhuma”, escreveu, em tom de cobrança pública e sem buscar amenizar o resultado.

Apesar da fase ruim, a base segue rendendo frutos. Isso porque o atacante Luighi está sendo cobiçado por clubes de fora.

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Tom formativo, mas sem condescendência

Apesar da franqueza, a mensagem não teve apenas caráter punitivo. João Paulo Sampaio tratou a eliminação como parte do processo de amadurecimento dos jogadores, desde que acompanhada de aprendizado e mudança de postura. Para ele, a frustração precisa ser transformada em combustível para evolução.

“Chorar e sentir faz parte para a formação. É importante sentir, entender o que aconteceu e trabalhar mais no dia seguinte, sem desculpas”, afirmou. O coordenador reforçou que o ambiente de base exige competitividade constante, sobretudo em torneios de mata-mata, onde erros custam caro.

Reconhecimento ao trabalho do adversário

Ao mesmo tempo em que cobrou seu próprio time, o dirigente valorizou o desempenho do Ibrachina. O clube da Mooca eliminou o Palmeiras após empate por 2 a 2 no tempo normal e vitória por 5 a 4 nas penalidades, em uma partida marcada por intensidade até os minutos finais.

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Na avaliação de Sampaio, o adversário soube competir e mereceu a classificação. “Parabéns ao Ibrachina. O trabalho de vocês é muito bom”, escreveu, em mensagem que também buscou reforçar o respeito ao processo de formação desenvolvido fora dos grandes centros tradicionais.

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Jogo decidido nos detalhes

Em campo, o Palmeiras abriu o placar e manteve controle em parte do confronto. No entanto, o Ibrachina cresceu na reta final e buscou o empate aos 37 minutos do segundo tempo, levando a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, a equipe da Zona Leste mostrou mais precisão e avançou à semifinal.

A queda frustrou a torcida alviverde, que esperava ver o time novamente entre os favoritos ao título. Ainda assim, o desempenho irregular ao longo da partida acendeu o sinal de alerta interno, especialmente pela dificuldade em transformar posse e volume em domínio efetivo.

Histórico recente de cobranças

As críticas após a eliminação não foram um episódio isolado. Durante a própria Copinha, João Paulo Sampaio já havia se manifestado em outras ocasiões, sempre cobrando postura mais competitiva e maior regularidade. Em jogos anteriores, ele também falou em “merecimento” e na necessidade de o time apresentar algo além do resultado.

Dentro do clube, o entendimento é de que a exposição pública faz parte de uma estratégia de formação. A ideia é preparar os atletas para a pressão que encontrarão no profissional, onde desempenho e resultado caminham juntos, sem margem para acomodação.

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Agora, com a competição encerrada, o foco se volta para a sequência do trabalho diário. A mensagem deixada pelo coordenador indica que a eliminação não será tratada apenas como um tropeço, mas como um ponto de partida para ajustes e cobranças que já começam nos bastidores.

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