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Corinthians fecha porta ao Grêmio e define preço para vender Garro

Presidente Osmar Stabile admite negociação apenas com o exterior e fixa valor mínimo de 15 milhões de euros pelo camisa 8

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Corinthians fecha porta ao Grêmio e define preço para vender Garro

Philippe Coutinho e Rodrigo Garro disputam a bola na partida de ida, no dia 17 de dezembro (Crédito: Associated Press / Alamy Stock Photo)

O interesse do Grêmio em Rodrigo Garro não passou da fase inicial de consulta. O meia argentino, camisa 8 do Corinthians, foi sondado pelo clube gaúcho nos últimos dias, mas teve a proposta recusada.

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A diretoria alvinegra deixou claro que não pretende negociar o atleta com rivais do futebol brasileiro. A posição partiu diretamente do presidente Osmar Stabile, que tratou de esfriar qualquer possibilidade de avanço.

Venda só para o exterior e com valor elevado

A avaliação interna é de que Garro só deixa o Parque São Jorge em caso de proposta internacional e por cifras consideradas fora do padrão do mercado nacional. O patamar mínimo estabelecido é de 15 milhões de euros, valor que gira em torno de R$ 93 milhões.

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Segundo apuração do jornalista Jorge Nicola, o dirigente foi direto ao descartar tratativas internas. “Entrei em contato com o presidente Osmar Stabile, e ele garantiu que não há proposta oficial. No Corinthians, a avaliação é de que não existe motivo para vender Garro a algum clube brasileiro”, afirmou.

A postura reflete tanto a importância esportiva do jogador quanto o cenário financeiro do clube, que busca valorizar seus principais ativos em eventuais negociações.

Histórico recente e situação contratual

Contratado em 2024 junto ao Talleres, da Argentina, Garro tem vínculo com o Corinthians até 2028. O investimento feito à época ainda gera impactos no caixa do clube. Existe uma dívida em aberto com o time argentino, que já rendeu condenação em primeira instância na FIFA.

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O processo mantém o Timão em estado de alerta, com risco de novas sanções esportivas, incluindo a possibilidade de transferban. Por isso, qualquer negociação envolvendo o meia também passa por critérios jurídicos e financeiros mais rigorosos.

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Em 2025, o argentino conviveu com uma tendinopatia patelar no joelho direito. A condição física o levou a perder espaço em parte da temporada e a encerrar o ano frequentemente no banco de reservas. Ainda assim, a comissão técnica mantém confiança em sua recuperação e no potencial de retorno em alto nível.

Estratégia de mercado e crise financeira

A política adotada pela atual diretoria prioriza contratações de baixo custo e operações sem grande impacto imediato no orçamento. O clube recentemente conseguiu encerrar o transferban relacionado à dívida com o Santos Laguna, pela compra de Félix Torres.

Sendo assim, o Corinthians avançou em reforços como Pedro Milans, Gabriel Paulista, e Matheus Pereira. As movimentações seguem dentro de um perfil mais cauteloso, alinhado ao cenário de restrição financeira.

Nesse contexto, a valorização de atletas como Garro ganha peso estratégico. Isso porque o entendimento é que uma saída só faz sentido se representar retorno expressivo e, preferencialmente, em moeda forte vinda do exterior.

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