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Manchester United demite técnico após mais um tropeço; veja cotados

Português deixa Old Trafford depois de empate com o Leeds e sequência de tensão interna no clube

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Manchester United demite técnico após mais um tropeço; veja cotados

Ruben Amorim no Manchester. Foto: Marco Canoniero/Alamy Live News

Ruben Amorim não é mais treinador do Manchester United. A decisão foi tomada na manhã desta segunda-feira, poucas horas após o empate por 1 a 1 com o Leeds, fora de casa, pela 20ª rodada da Premier League. A passagem do técnico português chega ao fim após 14 meses marcados por instabilidade esportiva, pressão interna e divergências com a diretoria.

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Contratado em novembro de 2024, Amorim chegou cercado de expectativas, depois de trabalho de destaque no Sporting. O United pagou cerca de 11 milhões de euros para tirá-lo de Lisboa e apostou em um projeto de reconstrução esportiva. O plano, porém, nunca encontrou ambiente favorável para se sustentar.

Bastidores conturbados e desgaste crescente

Desde o início, Amorim enfrentou resistência dentro do clube. A temporada 2024/25 terminou de forma frustrante, com o Manchester United em 15º lugar, sua pior colocação na era Premier League. A equipe somou apenas 42 pontos e ficou fora de competições continentais, algo raro na história recente do clube.

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A derrota para o Tottenham na final da Liga Europa ampliou o desgaste. Na época, a imprensa inglesa já apontava um ambiente interno frágil, com dificuldades de comunicação entre treinador, elenco e diretoria. Mesmo assim, o clube optou por mantê-lo no cargo, apostando em continuidade.

Investimento alto e resposta abaixo do esperado

O cenário não melhorou na temporada atual. O United investiu cerca de 200 milhões de euros na janela de transferências, mas o desempenho ficou aquém do esperado. Embora a campanha seja superior à anterior, o time ocupa apenas a sexta colocação, com 31 pontos, distante da disputa pelo título.

Amorim defendia novas contratações em janeiro para corrigir falhas do elenco. A diretoria, por outro lado, sinalizou contenção de gastos. O impasse aumentou a tensão nos bastidores e deixou o treinador visivelmente incomodado com a condução do projeto esportivo.

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Após o empate com o Leeds, Amorim foi direto ao comentar sua situação. “Não vou pedir demissão. Vou fazer meu trabalho até que outra pessoa venha me substituir”, afirmou. A declaração ganhou peso extra poucas horas depois, quando a demissão foi confirmada.

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Fletcher assume interinamente e clube evita precipitação

Com a saída de Amorim, Darren Fletcher assumirá o comando de forma interina. Ex-jogador do clube e atual técnico do time sub-18, ele estará no banco já na quarta-feira, contra o Burnley, fora de casa. A escolha indica uma solução interna temporária, enquanto a diretoria avalia o próximo passo.

O comunicado oficial do clube destacou divergências internas antes da decisão final. Segundo o United, a mudança busca “dar à equipe a melhor chance possível de alcançar a melhor posição na Premier League”. A nota evitou críticas diretas ao treinador, mas reconheceu a necessidade de um novo rumo.

Xavi, Southgate e Maresca entre os mais comentados

Entre os cotados, Xavi Hernández aparece como opção viável. Livre no mercado desde que deixou o Barcelona em 2024, o espanhol mantém prestígio após conquistar La Liga e a Supercopa em meio a dificuldades financeiras no clube catalão. O United poderia negociar sem custos de rescisão, fator visto como atrativo.

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Outro nome bem avaliado é Gareth Southgate. O ex-treinador da seleção inglesa, fora do cargo desde a Euro 2024, agrada por seu perfil conciliador e experiência em ambientes de alta pressão. Jim Ratcliffe, um dos acionistas do clube, é apontado como admirador do trabalho do inglês.

Enzo Maresca também surge na lista. O italiano deixou o Chelsea no início de 2026 após conflitos com a hierarquia, situação que lembra parte do cenário vivido por Amorim. Ainda assim, seu nome é debatido internamente pela identificação com um futebol de controle e construção.

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