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Schumacher apresenta avanços e já utiliza cadeira de rodas, diz jornal espanhol

Mais de 12 anos após o acidente, heptacampeão segue sob cuidados integrais e mantém recuperação lenta e restrita

Por Douglas Nunes em 26/01/2026 08:34 - Atualizado há 3 horas

Michael Schumacher quando estava na Fórmula 1. Foto Alamy.

Michael Schumacher apresentou evolução em seu quadro clínico e já não permanece totalmente acamado, segundo informações divulgadas pelo jornal Marca, da Espanha. A reportagem cita apurações realizadas por jornalistas europeus que estiveram próximos ao círculo da família, incluindo fontes médicas e pessoas ligadas à residência em Maiorca, onde o ex-piloto passa períodos de recuperação. Ainda assim, o estado de saúde segue tratado com extremo sigilo.

Schumacher continua recebendo assistência 24 horas por dia. A esposa Corinna coordena uma equipe de profissionais que o acompanha de forma permanente, mantendo o tratamento em ambiente domiciliar e com acesso restrito.

Limitações motoras e cognitivas

De acordo com relatos obtidos pelo Marca, a evolução física permite que o ex-piloto utilize a cadeira de rodas em alguns momentos do dia. Isso indica um progresso em relação aos anos iniciais após o acidente, quando ele permanecia completamente imóvel e dependente de aparelhos.

Por outro lado, o quadro neurológico ainda impõe severas restrições. Uma das fontes ouvidas pelo jornal afirma que Schumacher compreende parte do que acontece ao seu redor, embora não consiga assimilar todas as informações.

“Ele entende algumas coisas que acontecem ao seu redor, mas provavelmente não todas”, relatou uma pessoa próxima ao tratamento. A comunicação também segue limitada, com especulações de que respostas ocorram apenas por movimentos sutis ou piscadas.

Rotina protegida e sem aparições públicas

Desde o acidente, Schumacher não voltou a ser visto em eventos ou locais públicos. A família optou por preservar completamente sua imagem e evitar qualquer exposição que pudesse gerar exploração ou pressão externa.

O jornal destaca que apenas um círculo muito restrito tem acesso ao ex-piloto. Entre eles estão Corinna, os filhos Mick e Gina, além de médicos e cuidadores que participam do processo diário de reabilitação.

Mesmo amigos próximos do mundo da Fórmula 1 mantêm discrição absoluta. Jean Todt, ex-chefe da Ferrari e amigo pessoal, é uma das poucas figuras que ocasionalmente comenta o estado do alemão, sempre de forma cuidadosa e sem entrar em detalhes clínicos.

O acidente que mudou sua vida

Schumacher sofreu o grave acidente em 29 de dezembro de 2013, enquanto esquiava em Méribel, nos Alpes franceses, durante férias com a família. Ao cair, bateu a cabeça em uma rocha, mesmo utilizando capacete, e sofreu um traumatismo craniano severo.

Ele foi levado em estado crítico ao Hospital Universitário de Grenoble, onde passou por cirurgias de emergência para reduzir a pressão intracraniana. Em seguida, permaneceu em coma induzido por vários meses.

No ano seguinte, ele deixou o hospital francês e foi transferido para um centro de reabilitação em Lausanne, na Suíça. Em seguida, seguiu para sua residência em Gland, às margens do Lago Léman, onde passou a realizar o tratamento de forma permanente.

Recuperação longa e sem previsões

Desde então, as informações chegam de maneira fragmentada. A família evita boletins médicos públicos e limita as atualizações a raras declarações, sempre reforçando a necessidade de privacidade.

Segundo o Marca, o fato de Schumacher conseguir se locomover com auxílio já representa um avanço dentro de um processo extremamente complexo. Lesões cerebrais desse nível costumam exigir anos de reabilitação e, em muitos casos, deixam sequelas irreversíveis. Mesmo com sinais de melhora, não há projeção de retorno à vida pública ou de recuperação completa.

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