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Transfer ban pode fazer Botafogo emprestar reforços

Dívidas com jogadores, bloqueio da Fifa e indefinição sobre aporte colocam em xeque o planejamento esportivo do clube para a temporada

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Transfer ban pode fazer Botafogo emprestar reforços

John Textor em jogo do Botafogo. Foto Alamy

O Botafogo convive com um cenário de instabilidade financeira que começa a refletir diretamente no ambiente interno. Atualmente, o clube acumula atraso de aproximadamente um mês no pagamento de direitos de imagem e de três meses no recolhimento do FGTS dos atletas. Diante desse quadro, cresce a preocupação com possíveis medidas judiciais por parte do elenco, já que a legislação permite a rescisão unilateral em caso de descumprimento contratual prolongado.

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Ao mesmo tempo, a diretoria tenta administrar o passivo com recursos que ainda não entraram integralmente em caixa. Parte da solução passa pelo uso de valores provenientes de negociações recentes. A venda do zagueiro David Ricardo ao Dínamo Moscou, por cerca de 6,5 milhões de euros, deve direcionar ao clube algo em torno de R$ 32 milhões, correspondentes à fatia de 80% do negócio.

Transfer ban da Fifa trava registros e amplia incertezas

Além das pendências trabalhistas, o Botafogo enfrenta o impacto direto de um transfer ban imposto pela Fifa. A sanção impede a inscrição de novos atletas e está relacionada a uma dívida de aproximadamente 21 milhões de dólares com o Atlanta United, referente à contratação de Thiago Almada em 2024. Enquanto o valor não for quitado ou garantido por meio de acordos aceitos pelas entidades, o clube seguirá impedido de registrar reforços.

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Nesse contexto, a SAF ainda não conseguiu apresentar as garantias exigidas pelo clube norte-americano, pela MLS e pela própria Fifa. Embora exista a sinalização de um aporte de cerca de 50 milhões de dólares por parte de John Textor, o dinheiro ainda não foi efetivamente transferido. A demora decorre de entraves internos no grupo controlador, que depende de aval de credores estratégicos, como a Ares Management, para liberar os recursos.

Reforços contratados vivem indefinição

Com o bloqueio em vigor, jogadores já acertados para a temporada 2026 correm o risco de não atuar de imediato. Nomes como Lucas Villalba, Ythallo e Riquelme, contratados para reforçar o elenco, ainda não podem ser registrados. Diante da incerteza da inscrição, o clube cogita até mesmo empresta-los.

Enquanto tenta resolver o impasse financeiro, o Botafogo vê seu planejamento esportivo ficar condicionado a fatores externos. O atraso no aporte prometido compromete não apenas o pagamento de dívidas, mas também a capacidade de investir e de regularizar o elenco. A cada semana sem solução, aumenta o risco de perder competitividade e de lidar com desgastes internos, tanto no vestiário quanto nos bastidores administrativos.

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