Botafogo demite Cláudio Caçapa e outros funcionários em nova rodada de cortes
Auxiliar técnico deixa o clube em meio a processo de redução de custos da SAF; setor de scout também sofre mudanças.
Caçapa pelo Botafogo. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF (via AP)
O Botafogo promoveu mais mudanças internas e confirmou, nesta sexta-feira (20), a saída de Cláudio Caçapa do cargo de auxiliar técnico permanente da equipe principal. A decisão integra um processo mais amplo de reorganização administrativa conduzido pela SAF, que busca reduzir custos e ajustar a estrutura operacional do clube. Além do ex-zagueiro, outros profissionais ligados ao futebol também deixaram suas funções nos últimos dias.
Segunda leva de demissões em fevereiro
O desligamento de Caçapa marca a segunda rodada significativa de cortes apenas neste mês. Isso porque no dia 12 de fevereiro, reuniões internas já haviam definido a saída de cerca de 40 funcionários. Agora, uma nova série de demissões começou na quinta-feira e continuou até esta sexta, ultrapassando dez nomes.
Inicialmente, as mudanças atingiram setores ligados às categorias de base e ao futebol feminino. Profissionais do departamento de scout das equipes sub-17 e sub-20 foram desligados, assim como integrantes da preparação física. A direção optou por revisar áreas consideradas estratégicas dentro da nova configuração administrativa. Na sequência, os cortes chegaram ao futebol profissional masculino.
Saída de Caçapa e mudanças no scout
Cláudio Caçapa exercia a função de auxiliar técnico permanente e participava da rotina da comissão principal. A saída encerra mais um ciclo do ex-jogador dentro do Botafogo, onde vinha atuando nos bastidores desde a implementação da SAF.
Além dele, o coordenador de scout Raphael Rezende também foi desligado. O profissional havia assumido o cargo em 2022, após deixar o Grupo Globo, e participou da estruturação do departamento de análise e observação de atletas.
Reestruturação faz parte do planejamento da SAF
Dirigentes tratam as demissões como parte natural de um ciclo de avaliação iniciado após quase quatro anos de funcionamento da SAF. A avaliação interna aponta a necessidade de tornar a operação mais eficiente, com redução de despesas administrativas e melhor direcionamento dos investimentos.
A ideia central consiste em enxugar setores considerados redundantes e, posteriormente, ampliar recursos destinados diretamente ao futebol. O clube acredita, portanto, que uma estrutura mais leve permitirá maior equilíbrio financeiro e decisões esportivas mais sustentáveis.
Contexto financeiro pressiona mudanças
O cenário econômico do Botafogo já indicava ajustes desde a temporada passada. A diretoria vinha planejando cortes, inclusive na folha salarial do elenco, como forma de controlar gastos e reorganizar o fluxo de caixa.
No fim de janeiro, o clube quitou parcelas atrasadas referentes a direitos de imagem dos jogadores. Pouco depois, também resolveu a dívida com o Atlanta United, o que permitiu derrubar o transfer ban imposto anteriormente. Para viabilizar o pagamento, o investidor John Textor recorreu a um empréstimo de 25 milhões de dólares, decisão que gerou questionamentos internos.

