Cristiano Ronaldo defende alto nível na Liga Árabe da qual faz parte desde 2023 (AP Photo/Chan Long Hei/Alamy)
Cristiano Ronaldo ficou fora das duas últimas partidas do Al-Nassr, na Arábia Saudita, e ampliou o clima de indefinição sobre seu futuro. O atacante de 41 anos ainda possui contrato válido até junho de 2027, porém passou a avaliar alternativas.
De acordo com informações divulgadas na imprensa portuguesa, o jogador teria uma cláusula contratual que permitiria uma saída antecipada. A possibilidade ganhou força após sua ausência em compromissos recentes.
O momento coincide com questionamentos feitos pelo camisa 7 sobre o cenário financeiro da liga. Isso porque o tema passou a ser tratado como um ponto sensível na relação entre atleta e clube.
Reclamações envolvem distribuição de investimentos
Cristiano Ronaldo demonstrou insatisfação com a redução do apoio financeiro direcionado ao Al-Nassr. O investimento depende, em grande parte, do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita.
Na avaliação do atacante, outros projetos estariam recebendo prioridade neste momento. Entre eles, o Al-Hilal teria ampliado a capacidade de reforçar o elenco com contratações de peso.
Essa percepção de desequilíbrio aumentou após movimentações recentes no mercado. O cenário intensificou a discussão sobre o modelo de financiamento dos principais clubes.
Diferença de gastos entre rivais chama atenção
Nos últimos anos, o Al-Nassr realizou investimentos elevados para fortalecer o elenco. Desde a chegada de Cristiano Ronaldo, o clube teria destinado cerca de 410 milhões de euros em contratações.
No mesmo período, o principal rival teria superado essa marca com gastos próximos de 647 milhões de euros. Sendo assim, a diferença alimentou debates sobre competitividade interna na liga.
Mesmo assim, o desempenho esportivo continua sendo um fator central para a permanência de jogadores de alto nível. A disputa pelo título segue aberta na temporada atual.
Liga Saudita defende modelo e equilíbrio competitivo
Em comunicado oficial, a liga ressaltou que nenhuma figura individual deve interferir em decisões que contrariem os interesses de cada clube. A entidade também enfatizou a independência das equipes em suas operações.
“O foco permanece no futebol — dentro de campo, onde ele deve estar — e na manutenção de uma competição crível e competitiva para jogadores e torcedores.” O cenário, porém, ainda deixa em aberto os próximos passos do atacante português.

