Ex- Manchester United Louis Saha. Foto Alamy.
O Manchester United começa a viver um cenário que parecia distante nos últimos anos. Desde a chegada de Michael Carrick ao comando técnico, o clube apresenta mudanças rápidas em desempenho, ambiente e confiança. Como resultado, ex-jogadores começam a sonhar com voos maiores, como a chegada de Vinicius Júnior no Old Trafford.
Em entrevista ao site AceOdds, Louis Saha analisou o momento atual e demonstrou otimismo. Além disso, o ex-atacante afirmou que o United voltou a ser um destino capaz de atrair grandes estrelas do futebol mundial, inclusive nomes do mais alto patamar.
Início forte muda o ambiente no clube
Desde a saída de Ruben Amorim, o United apresentou uma reação imediata. Isso porque com Carrick, a equipe venceu os quatro jogos disputados até agora. Nesse recorte, superou adversários diretos como Manchester City, Arsenal, Fulham e Tottenham.
Para Saha, a mudança vai além dos resultados. De acordo com o ex-jogador, o ambiente interno explica boa parte da evolução. “O que mais me impressiona é a mudança imediata. É muito, muito bom ver os sorrisos nos rostos dos jogadores”, afirmou. Em seguida, completou: “Isso mostra que eles estão jogando com liberdade, sem pensar demais e com as ideias táticas certas”.
Equilíbrio vira ponto central da nova fase
De acordo com o ex-atacante, o principal avanço está no equilíbrio apresentado pelo time. Agora, o United consegue controlar jogos física e tecnicamente. Por isso, sustenta boas atuações ao longo de toda a partida.
Saha destacou esse aspecto ao comparar os momentos. “Agora há consistência. O United domina fisicamente e tecnicamente. Esse equilíbrio é exatamente o que você precisa”, disse. Logo depois, acrescentou: “Há calma, confiança, arrogância, mas também simplicidade na forma como o time está jogando”.
Comparação com Amorim evidencia ruptura
Ao falar do período anterior, Saha foi direto. De acordo com ele, o sistema de Ruben Amorim não se consolidou dentro do elenco. Como consequência, o rendimento oscilava com frequência.
“Sob Amorim, os jogadores não pareciam confiar no sistema ou entendê-lo completamente”, afirmou. Além disso, o francês destacou a dificuldade de manter regularidade: “Ele lutou para obter performances consistentes ao longo dos 90 minutos”. Em contraste, resumiu o momento atual: “Agora é diferente”.
Carrick resgata o DNA histórico do United
Para Saha, Carrick conseguiu reconectar o time com a identidade histórica do clube. Combatividade, resiliência e qualidade técnica voltaram a aparecer em campo. Isso, segundo ele, não acontece por acaso.
“Ele trouxe de volta o lado combativo, a resiliência, a confiança e a qualidade técnica”, declarou. Na sequência, completou: “Você vê isso refletido no time. Ele entende o DNA do clube. Ele não é um novato”.
Vinicius Júnior surge como símbolo de ambição
Dentro desse novo contexto, Saha acredita que o United pode mirar alto no mercado. Ao ser questionado sobre possíveis reforços, citou Vinicius Júnior como exemplo de jogador que poderia se encaixar no projeto.
“Vinicius é um candidato à Bola de Ouro”, disse. Em seguida, explicou: “Ele quer brilhar, estar na Champions League, ganhar troféus individuais”. Para o francês, o momento atual abre portas. “Quem sabe? Esse time que estamos vendo sob comando de Carrick poderia dar a ele uma plataforma completamente nova”.
“Nada é grande demais” para o United atual
Ao concluir sua análise, Saha reforçou que o clube voltou a impor respeito. Segundo ele, o desempenho recente recoloca o United em posição de protagonismo no cenário europeu.
“Nada é grande demais quando o Manchester United está jogando da maneira como está”, afirmou. Por fim, deixou claro o alcance dessa mudança: “Eles podem atrair qualquer grande nome”.
Continuidade de Carrick ganha força nos bastidores
Inicialmente, a diretoria não planejava efetivar Carrick. Outros treinadores estavam no radar. No entanto, o impacto imediato alterou o debate interno. O clube avalia antecipar decisões importantes.
Saha defende a permanência do ex-meia. “Eu adoraria ver Michael recebendo a oportunidade”, disse. Para ele, o argumento vai além dos números: “Não são só os resultados. É a forma como o time joga”. E concluiu: “Ele teve o maior impacto desde Sir Alex Ferguson”.

