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Leila Pereira rebate Globo sobe feminino do Palmeiras não jogar no Allianz

Presidente cita custos operacionais, falta de receita de TV e agenda do estádio como fatores decisivos

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Leila Pereira rebate Globo sobe feminino do Palmeiras não jogar no Allianz

Leila Pereira na Supercopa Feminina. Foto: Rodilei Morais/FotoArena/Alamy Live News

A presença do time feminino do Palmeiras fora do Allianz Parque voltou ao debate público antes da final da Supercopa do Brasil. Questionada em entrevista, a presidente Leila Pereira respondeu diretamente e apresentou razões financeiras e operacionais que influenciam a escolha de estádios. A dirigente também cobrou maior participação das emissoras na valorização da modalidade.

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O tema ganhou repercussão porque atletas e parte da torcida defendem partidas na principal arena do clube. Ainda assim, a direção afirma que a decisão envolve fatores além do interesse esportivo imediato.

Veja também: Palmeiras aprova balanço e alcança R$ 1,6 bilhão em receitas até novembro de 2025

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Leila rebate crítica sobre jogos em Barueri

Durante entrevista antes da decisão contra o Corinthians, Leila discordou da ideia de que o público evita Barueri por falta de cultura. “Eu acho que o torcedor do Palmeiras tem que ir aonde o Palmeiras está”, afirmou. Segundo ela, o estádio passou por reformas recentes e oferece boas condições.

A dirigente destacou ainda a presença de torcedores na região. “Aqui em Barueri, é um estádio que nós reformamos. Ele está espetacular”, disse. Para a presidente, o deslocamento não seria o principal obstáculo para atrair público.

Ela também rejeitou a interpretação de que apenas jogar no Allianz resolveria a questão de engajamento. Na avaliação da mandatária, a consolidação do futebol feminino depende de ações conjuntas. “Eu acho que a questão de cultura não é essa valorização do futebol feminino. Isso parte com o investimento que nós estamos fazendo e a divulgação das emissoras. Eu preciso muito da parceria da Globo com investimento e maior visibilidade, melhores horários para o futebol feminino. Não colocar a gente às 20h30, 21h30 da noite.”, afirmou.

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Custos e receitas influenciam escolha do estádio

Leila explicou que a utilização do Allianz Parque para jogos femininos envolve pagamento de taxas. “No Allianz Parque, nós temos que pagar”, declarou. A presidente ressaltou que esses valores são considerados relevantes dentro do orçamento da modalidade.

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Ao mesmo tempo, o retorno financeiro ainda é limitado. “E a receita não é muito grande no futebol feminino em virtude da televisão. A gente não recebe das transmissões. A gente recebe em caso de título, mas é da CBF. Então, a gente precisa melhorar também essa parte financeira para que a gente possa colocar os jogos do Palmeiras no Allianz Parque.”, afirmou.

Segundo a dirigente, premiações eventuais não compensam os custos fixos. Assim, a decisão de atuar em outro estádio passa por uma análise de viabilidade financeira.

Dirigente cobra maior apoio das emissoras

A presidente também direcionou críticas à falta de exposição televisiva. “Eu preciso muito da parceria da Globo com investimento e maior visibilidade”, disse. Para ela, horários tardios dificultam a presença do público.

Leila citou que partidas programadas à noite reduzem o potencial de audiência e bilheteria. Na avaliação dela, uma grade mais adequada ajudaria a consolidar o interesse do torcedor.

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Além disso, a dirigente defendeu que clubes, federação e emissoras atuem de forma coordenada. O objetivo seria ampliar receitas e criar condições para jogos mais frequentes em estádios maiores.

Agenda do Allianz também limita disponibilidade

Outro ponto mencionado foi a ocupação frequente do Allianz Parque por eventos. Shows e compromissos comerciais já obrigaram inclusive o time masculino a atuar fora de casa em diversas ocasiões.

Diante desse cenário, o calendário do estádio nem sempre permite acomodar todas as partidas. A dirigente indicou que a escolha de Barueri também atende à necessidade de garantir datas disponíveis.

Mesmo assim, ela afirmou que o clube segue investindo na modalidade. “É um conjunto de ações”, reforçou. Enquanto a estrutura financeira não muda, o planejamento continuará equilibrando custos, agenda e estratégias de crescimento.

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No campo, o Palmeiras ficou com o título da Supercopa Feminina. O Alviverde superou o Corinthians nos pênaltis.

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