Agência de fair play investiga empréstimo do Botafogo com Textor
Clube terá 15 dias para apresentar documentos sobre operação ligada à contratação de Thiago Almada
John Textor vive situação complicada (Crédito: Wagner Meier/Getty Images)
A ANRESF iniciou uma investigação envolvendo o Botafogo e solicitou documentos sobre uma operação financeira conduzida por John Textor. O foco da apuração está em um empréstimo utilizado para quitar a dívida da contratação de Thiago Almada.
O clube carioca agora tem um prazo de 15 dias para apresentar todas as informações exigidas pelo órgão regulador.
Investigação apura possíveis irregularidades
A ANRESF abriu o procedimento após receber uma denúncia que aponta supostas “más práticas” na gestão financeira. Além disso, o órgão citou possíveis “transferências fantasmas”, que teriam sido utilizadas para antecipar receitas.
Segundo o ofício enviado ao clube, também existem indícios de inconsistências nos relatórios financeiros envolvendo equipes ligadas ao grupo de John Textor. Dessa forma, a investigação busca esclarecer a legalidade das operações realizadas.
Empréstimo está no centro da análise
O principal ponto analisado envolve o empréstimo feito para pagar a dívida com o Atlanta United, na negociação por Thiago Almada. Essa pendência, inclusive, gerou um transfer ban ao Botafogo recentemente.
Agora, a ANRESF quer entender como o clube estruturou a operação financeira e se houve irregularidades no processo.
Botafogo se posiciona e promete colaboração
O Botafogo respondeu oficialmente ao caso e afirmou que recebeu a investigação com tranquilidade. Além disso, o clube garantiu que vai colaborar com o órgão e fornecer todos os documentos solicitados dentro do prazo.
Segundo a diretoria, a ANRESF apenas cumpre seu papel institucional ao apurar denúncias, e o clube demonstrou confiança em esclarecer a situação.
Denúncia inicial foi arquivada, mas investigação continua
A denúncia que originou o caso chegou à ANRESF há cerca de três semanas. Inicialmente, o órgão arquivou o material por não identificar elementos suficientes dentro de sua competência.
No entanto, mesmo após o arquivamento, a agência decidiu instaurar um procedimento para aprofundar a análise. Assim, o caso evoluiu para uma investigação formal.
Botafogo vive pressão financeira em 2026
Enquanto enfrenta a apuração, o Botafogo também lida com desafios financeiros ao longo da temporada. Nos últimos meses, o clube precisou negociar jogadores importantes para equilibrar as contas.
Diante desse cenário, a investigação aumenta a pressão sobre a gestão de John Textor, que já vinha sendo questionada por decisões financeiras e administrativas no futebol brasileiro e internacional.

