Home Futebol Flamengo dá autonomia a Jardim no CT e repete modelo da era Jorge Jesus

Flamengo dá autonomia a Jardim no CT e repete modelo da era Jorge Jesus

Diretoria decide deixar gestão do vestiário nas mãos do novo treinador no início do trabalho

Por Douglas Nunes em 05/03/2026 06:24 - Atualizado há 3 horas

Leonardo Jardim teria se acertado com o Flamengo na tarde desta segunda-feira (Credit: Vilmar Bannach/Alamy Live News)

O primeiro dia de trabalho de Leonardo Jardim no Flamengo já indicou como será a relação entre a comissão técnica e a diretoria. Logo nas primeiras atividades, o treinador recebeu autonomia para comandar o ambiente do elenco.

A postura adotada pelo clube lembra o modelo aplicado durante a passagem de Jorge Jesus, quando a comissão técnica tinha controle total sobre o cotidiano do futebol.

Jardim assume comando do vestiário

Segundo a orientação passada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista e pelo diretor José Boto, caberá ao treinador administrar o grupo no dia a dia.

Ou seja, Jardim terá liberdade para conduzir o ambiente interno, definir regras e tomar decisões esportivas. Caso a diretoria considere necessário, ela poderá intervir posteriormente. Porém, neste primeiro momento, a ideia é manter certa distância da rotina do elenco.

Esse modelo busca reforçar a autoridade do técnico dentro do grupo e evitar interferências frequentes no trabalho da comissão técnica.

Primeiro contato com elenco ocorreu sem dirigentes

No CT do clube, Jardim conheceu as instalações, conversou com funcionários e, em seguida, reuniu os jogadores para a primeira atividade.

Durante esse encontro inicial, o treinador conversou diretamente com o elenco e conduziu o treinamento sem a presença constante de dirigentes. A iniciativa reforça a proposta de dar autonomia ao novo comandante.

Enquanto isso, José Boto apenas apresentou o treinador ao grupo e deixou o local. Já o presidente Bap acompanhou o início das atividades no CT, mas não falou diretamente com os atletas.

Perfil disciplinador pesou na escolha

A diretoria buscou um treinador com perfil firme e disciplinador. Por isso, a escolha por Leonardo Jardim ocorreu justamente por sua reputação de profissional exigente e organizado no comando de equipes.

No entendimento da cúpula do clube, esse estilo pode ajudar a reorganizar o ambiente após a saída de Filipe Luís.

Assim, o novo técnico passa a ter papel central na gestão do grupo, tanto dentro quanto fora de campo.

Mudança de modelo após saída de Filipe Luís

Nos bastidores, dirigentes entendem que a relação entre o elenco e Filipe Luís havia se tornado próxima demais ao longo do tempo. Por isso, o clube decidiu ajustar o modelo de gestão.

Durante conversa com os jogadores, José Boto teria indicado que o grupo não aproveitou plenamente a autonomia que recebeu anteriormente.

Além disso, o presidente Bap também fez uma autocrítica sobre decisões recentes. Segundo relatos internos, ele reconheceu que pode ter cometido um erro ao renovar o contrato de Filipe Luís no final de 2025.

Exit mobile version