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Infantino defende expulsão para jogadores que taparem a boca durante discussões em campo

Presidente da Fifa propõe mudanças disciplinares após caso envolvendo denúncia de racismo e quer novas regras já na Copa de 2026

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Infantino defende expulsão para jogadores que taparem a boca durante discussões em campo

Gianni Infantino, Presidente da FIFA. Foto Alamy.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que jogadores devem ser expulsos caso cubram a boca durante discussões em campo. A declaração ocorreu em entrevista ao canal britânico Sky News e surge após episódios recentes envolvendo denúncias de racismo no futebol europeu. De acordo com o dirigente, o gesto indica tentativa de esconder falas inadequadas e precisa ser tratado com maior rigor pelas regras disciplinares.

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Infantino defendeu mudanças imediatas no regulamento e afirmou que a entidade pretende discutir novas medidas antes da Copa do Mundo de 2026. De acordo com ele, o futebol precisa agir de forma mais firme para combater atitudes discriminatórias e evitar brechas nas interpretações das regras atuais.

“Se um jogador cobre a boca e fala algo com impacto racista, ele precisa ser expulso. Obviamente. Precisamos assumir que disse algo que não deveria”, declarou o presidente.

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Caso recente reforça debate sobre novas regras

Durante a entrevista, Infantino mencionou o episódio ocorrido em partida da Champions League envolvendo denúncia feita por Vinícius Júnior. Sem citar diretamente os envolvidos, o dirigente explicou que a situação ainda está sob análise dos órgãos disciplinares da Uefa, mas destacou que o caso revelou lacunas no regulamento.

Para ele, o futebol precisa antecipar situações que não estavam previstas anteriormente. O dirigente questionou a necessidade de um atleta esconder a boca durante uma conversa em campo e afirmou que esse comportamento levanta dúvidas legítimas sobre o conteúdo das falas.

“Nós precisamos avançar. Não podemos simplesmente dizer que o racismo é um problema da sociedade e que nada pode ser feito”, afirmou.

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Mudanças podem valer já na Copa do Mundo de 2026

Infantino participou no sábado de uma reunião da IFAB, entidade responsável pelas regras do futebol, realizada no País de Gales. No encontro, foram aprovadas alterações relacionadas ao uso do VAR e ao controle de tempo de jogo, além da abertura de discussões sobre novas medidas disciplinares.

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A proposta defendida pelo presidente da Fifa inclui estudar oficialmente punições para atletas que cubram a boca durante confrontos verbais. A intenção é concluir a análise até abril, permitindo que eventuais mudanças já estejam em vigor no Mundial de 2026.

“Se você não tem nada a esconder, não precisa tapar a boca para falar. É simples assim”, afirmou o dirigente ao justificar a proposta.

Debate inclui possibilidade de punições diferentes após pedidos de desculpa

Apesar do tom firme, Infantino também sugeriu que o sistema disciplinar considere contextos específicos. Segundo ele, atletas que reconheçam erros e apresentem pedidos públicos de desculpa poderiam receber punições diferentes, como parte de uma mudança cultural dentro do esporte.

O presidente destacou que momentos de tensão em campo podem levar jogadores a atitudes impulsivas, mas reforçou que isso não elimina a necessidade de responsabilização. A ideia, segundo ele, seria combinar punição com educação e conscientização.

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“Talvez devêssemos não apenas punir, mas permitir uma mudança de cultura. Pessoas podem agir de forma errada em momentos de raiva e depois reconhecer o erro”, explicou.

Combate ao racismo segue como prioridade da Fifa

Infantino reforçou que o combate ao racismo continua sendo uma das principais pautas da entidade. Ele afirmou que o Código Disciplinar da Fifa deve se tornar mais rígido e destacou que o futebol precisa assumir protagonismo na luta contra a discriminação.

A discussão sobre novas regras ocorre em um momento de maior pressão por respostas concretas das entidades esportivas. Casos recentes ampliaram o debate sobre a eficácia das punições atuais e impulsionaram propostas por medidas mais objetivas dentro de campo.

Better Collective