O presidente da Fifa, Gianni Infantino comentou o impasse entre Irã e EUA (Foto: Fabrizio Corradetti/LaPresse / Alamy)
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se manifestou publicamente depois do impasse da participação da seleção do Irã na próxima Copa do Mundo. O mandatário da entidade máxima do futebol deixou claro que a Fifa não tem o poder de mediar ou encerrar conflitos políticos pelo mundo.
Por outro lado, Infantino abriu as portas da entidade para que, dentro dos limites esportivos do futebol, a Fifa e a Copa do Mundo construam pontes e ajudem a promover a paz entre os países.
O presidente participou, nesta quinta-feira, de uma reunião do Conselho da entidade e comentou o assunto. Contudo, o presidente fez questão de reforçar que o Mundial deve respeitar um calendário pré-estabelecido, em um recado claro ao país que tenta tirar os jogos da equipe dos EUA.
“A Fifa não pode resolver conflitos geopolíticos, mas estamos comprometidos em usar o poder do futebol e da Copa do Mundo para construir pontes e promover a paz, enquanto nossos pensamentos estão com aqueles que sofrem como consequência das guerras em andamento”, disse.
“A Fifa espera que todas as equipes que participarem da Copa do Mundo compitam em um espírito de fair play e respeito mútuo. Temos um calendário. Em breve teremos as 48 equipes participantes confirmadas, e queremos que a Copa do Mundo aconteça como está programada”, completou.
Federação diz que Irã vai boicotar os EUA
Em mais um capítulo do imbróglio envolvendo a participação do Irã na Copa do Mundo, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, se manifestou nesta quinta-feira. Conforme informações da Agência Fars, o país pretende boicotar os EUA, mas participar do Mundial.
“Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não vamos boicotar a Copa do Mundo”, disse o dirigente.
A escalada de tensão entre Irã e EUA no cenário geopolítico motivou as manifestações do país do Oriente Médio. A federação do Irã chegou a divulgar que desistiria de mandar a equipe para a Copa do Mundo. No entanto, neste momento, o país tenta achar alternativas para mandar seus jogadores.
Uma das alternativas levantadas nos últimos dias era tirar os jogos do Irã previstos para os EUA e levá-los para o México. Contudo, a Fifa tenta manter o cronograma divulgado desde dezembro do ano passado. Em 2026, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo terá 48 seleções.

