Estádio do Morumbi. Foto Alamy.
O Estádio do Morumbi pode passar por uma nova mudança de nome nos próximos anos. A montadora chinesa BYD iniciou conversas preliminares com o São Paulo para avaliar a compra dos naming rights da arena tricolor.
A sondagem ocorreu nas últimas semanas e teve como objetivo entender as condições de um eventual acordo com o clube. Caso a negociação avance, uma das possibilidades analisadas envolve a mudança do nome do estádio para MorumBYD, mantendo um jogo de palavras semelhante ao adotado atualmente.
Hoje, o local é chamado oficialmente de MorumBIS, nome definido após acordo firmado entre o São Paulo e a empresa Mondelez no final de 2023.
Proposta prevê nome inspirado na marca da montadora
Dentro das conversas iniciais, a ideia discutida envolve adaptar o nome tradicional do estádio à marca da empresa. Assim, o Morumbi passaria a se chamar MorumBYD, preservando parte da identidade histórica do local.
A iniciativa surgiu durante uma aproximação entre representantes da montadora e integrantes ligados ao clube. O objetivo era avaliar se existe espaço para uma parceria comercial envolvendo os direitos de nome da arena.
Esse tipo de acordo se tornou cada vez mais comum no futebol brasileiro, principalmente como forma de ampliar receitas comerciais dos clubes.
No caso do São Paulo, qualquer negociação depende diretamente da situação do contrato atualmente em vigor.
Contrato atual com a Mondelez vai até o fim de 2026
O São Paulo possui um acordo ativo com a Mondelez, empresa responsável pelo nome MorumBIS. O contrato foi oficializado no final de 2023 e tem duração até dezembro de 2026.
Pelo acordo, os naming rights do estádio foram negociados por aproximadamente R$ 75 milhões ao longo do período. Dessa forma, o clube recebe cerca de R$ 25 milhões por temporada pela utilização da marca.
Apesar da parceria vigente, ainda não houve avanço concreto em negociações para uma eventual renovação do vínculo.
As conversas chegaram a ser discutidas no ano passado, porém acabaram perdendo força nos meses seguintes.
Dificuldades financeiras afetaram negociações anteriores
Parte da desaceleração nas tratativas ocorreu devido ao cenário enfrentado pela holding ligada à marca Lacta. Nos últimos meses, dificuldades financeiras impactaram a capacidade de investimento da empresa no setor esportivo.
Além disso, o aumento expressivo no preço do cacau afetou diretamente empresas ligadas ao mercado de chocolates. Esse contexto acabou influenciando a disposição para ampliar acordos comerciais ligados ao futebol.
Paralelamente, outro movimento também alterou o cenário do mercado esportivo. O crescimento das casas de apostas no futebol brasileiro ampliou a presença desse setor em patrocínios e parcerias comerciais.
Com isso, marcas tradicionais do varejo passaram a disputar menos espaços em contratos desse tipo.
Aproximação ocorreu ainda na gestão de Julio Casares
A sondagem da BYD aconteceu ainda nos últimos momentos da gestão de Julio Casares na presidência do São Paulo. O dirigente deixou o cargo em janeiro após um processo de impeachment que terminou com sua renúncia.
Casares mantém relação próxima com Alexandre Baldy, vice-presidente da montadora no Brasil. De acordo com informações divulgadas inicialmente pelo UOL, os dois chegaram a se reunir em um almoço pouco antes da saída do dirigente.
Durante esse encontro, o tema dos naming rights do estádio entrou em pauta. A conversa serviu como um primeiro passo para avaliar a viabilidade de uma parceria futura.
Cenário político do clube travou novas discussões
No final do ano passado, havia expectativa de que o São Paulo retomasse conversas sobre os naming rights logo no início desta temporada. No entanto, o cenário político interno acabou mudando o ritmo das negociações.
O processo de impeachment que levou à saída de Julio Casares provocou uma reorganização administrativa dentro do clube. Como consequência, diferentes temas comerciais ficaram em segundo plano naquele momento.
Desde então, não houve novos desdobramentos públicos envolvendo a renovação do contrato com a Mondelez ou um possível acordo com outra empresa.

