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Trump vê risco na participação de Irã na Copa: “não acredito que seja apropriado”

Presidente dos EUA afirma que participação da seleção iraniana poderia representar risco de segurança em território americano

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Trump vê risco na participação de Irã na Copa: “não acredito que seja apropriado”

Seleção do Irã nas Eliminatórias para a Copa do Mundo (Crédito: AP Photo/Vahid Salemi)

A possível participação da seleção do Irã na Copa do Mundo FIFA de 2026 ganhou um novo capítulo político nesta semana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a presença da equipe iraniana poderia representar riscos de segurança caso o país participasse do torneio.

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A declaração ocorreu após o próprio governo iraniano anunciar que a seleção não pretende disputar a competição. O posicionamento elevou o tom da discussão em torno do evento, que será realizado na América do Norte.

Trump publicou o comentário em sua rede social, a Truth Social, poucos dias depois de ter afirmado que os jogadores iranianos seriam bem-vindos ao torneio.

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Trump levanta preocupação com segurança da delegação

Na nova declaração, o presidente norte-americano indicou que a situação internacional atual poderia colocar a delegação iraniana em risco.

“A Seleção Nacional de Futebol do Irã é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, para a própria segurança deles”, escreveu Trump.

A fala marcou uma mudança de tom em relação ao posicionamento feito anteriormente. Dois dias antes, ele havia sinalizado apoio à participação do time no torneio.

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Com a nova mensagem, o presidente passou a enfatizar questões de segurança e possíveis tensões políticas que poderiam afetar o evento.

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Governo iraniano anuncia boicote ao torneio

A declaração de Trump surgiu após o anúncio oficial do governo iraniano de que a seleção não participará da Copa do Mundo. Durante o anúncio, representantes do governo criticaram duramente a política externa norte-americana.

“Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, declarou o ministro responsável pela pasta.

A posição representou um recuo significativo, já que a equipe havia conquistado vaga para o torneio nas eliminatórias.

Encontro entre Trump e presidente da FIFA antecedeu crise

O tema da participação iraniana havia sido discutido poucos dias antes entre Trump e o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

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Durante um encontro nos Estados Unidos, os dois conversaram sobre os preparativos para a Copa do Mundo de 2026 e sobre a expectativa para o início da competição.

Após a reunião, Infantino afirmou que Trump havia reiterado que a seleção iraniana seria bem-vinda no país para disputar o torneio.

O dirigente também destacou que eventos esportivos como a Copa do Mundo possuem um papel importante na aproximação entre povos em momentos de tensão internacional.

Conflito entre EUA e Irã agrava cenário

A crise política ocorre em meio a um conflito recente envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A escalada militar começou no final de fevereiro e rapidamente elevou a tensão no Oriente Médio. As operações militares realizadas em território iraniano já deixaram mais de mil mortos, de acordo com estimativas divulgadas por autoridades locais.

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Além disso, Trump voltou a fazer ameaças públicas ao governo iraniano nos últimos dias. Em uma mensagem publicada nas redes sociais, ele afirmou que os ataques poderiam se tornar “vinte vezes mais fortes” caso o Irã tente bloquear o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz.

Copa do Mundo entra no centro do debate político

Com menos de três meses para o início da Copa do Mundo, o episódio coloca o torneio no centro de um debate que mistura esporte e geopolítica.

O boicote iraniano cria agora um novo desafio para a FIFA. Isso porque a entidade terá de avaliar os impactos da decisão e possíveis mudanças na organização da competição.

Enquanto isso, a situação reforça como grandes eventos esportivos podem se tornar palco de disputas políticas internacionais.

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