Liam Rosenior ficou pouco mais de três meses no Chelsea (Crédito: Roberto Ramaccia)
A demissão de Liam Rosenior do comando do Chelsea foi oficializada pelo clube inglês na tarde desta quarta-feira. Após uma sequência preocupante de resultados, a diretoria optou pela troca no comando técnico, encerrando a passagem do treinador que havia assumido o time no início do ano.
A decisão ocorre em meio a um momento delicado, marcado por desempenho abaixo do esperado e pressão crescente por resultados. Dessa forma, o auxiliar Calum McFarlane assume interinamente até o fim da temporada.
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Sequência negativa foi determinante para demissão
A queda de desempenho recente foi decisiva para o desfecho. Nos últimos oito jogos, a equipe sofreu sete derrotas e conquistou apenas uma vitória, diante do Port Vale, na Copa da Inglaterra.
Além disso, o time protagonizou um feito negativo inédito: pela primeira vez em 114 anos, acumulou cinco derrotas consecutivas sem marcar gols na Premier League. Esse cenário intensificou a pressão interna e externa, tornando a permanência do treinador insustentável.
Clube justifica decisão em nota oficial
Em comunicado oficial, o clube explicou os motivos que levaram à decisão:
— Liam sempre se comportou com a mais alta integridade e profissionalismo após sua nomeação no meio da temporada. Essa não foi uma decisão que o Clube tomou levianamente, porém os resultados e atuações recentes ficaram abaixo dos padrões necessários, com muito mais a disputar nesta temporada. Todos no Chelsea FC desejam a Liam muito sucesso no futuro
Contrato longo e multa elevada chamam atenção
Mesmo com pouco tempo no cargo, o treinador possuía vínculo de longa duração, válido até 2032. Por isso, o episódio também envolve um impacto financeiro relevante.
A multa rescisória pode chegar a cerca de R$ 157 milhões, o que reforça o tamanho da aposta feita anteriormente pela diretoria.
Declarações fortes precederam saída
Antes da demissão, Liam Rosenior já havia demonstrado insatisfação com o desempenho da equipe. Após a derrota por 3 a 0 para o Brighton, o treinador fez críticas contundentes ao elenco.
– Foi inaceitável em todos os aspectos do jogo. Estou magoado e chocado. A atitude foi inaceitável. Sempre defendo os jogadores, mas a atuação de hoje é indefensável. Não se trata de jogar por mim. Trata-se de jogar pelo clube, pela camisa e por vencer partidas de futebol. Posso falar sobre o que vi esta noite. Vocês podem interpretar como quiserem, joguem por mim ou não, mas essa atuação em si foi condenatória – disse o treinador.
Situação na tabela aumenta pressão
O contexto competitivo também contribuiu para a saída. A derrota recente impactou diretamente a briga por competições europeias.
Atualmente, a equipe ocupa a sétima posição no Campeonato Inglês, com 48 pontos, ficando a sete pontos da zona de classificação para a Champions League. Com poucas rodadas restantes, a margem para recuperação é cada vez menor.
Possíveis substitutos já aparecem nos bastidores
Com a saída confirmada, a diretoria já avalia nomes para assumir o comando de forma definitiva. Entre os cotados estão Andoni Iraola, que já declarou deixará o Bournemouth ao fim da temporada, e Edin Terzić, vice-campeão europeu com o Borussia Dortmund em 2023/2024.
Enquanto isso, o interino Calum McFarlane terá a missão de conduzir o time até o fim da temporada e tentar manter viva a disputa por objetivos importantes.
Mudanças recentes mostram instabilidade no comando
O episódio reforça a instabilidade no comando técnico dos Blues. Antes dele, Enzo Maresca já havia deixado o cargo após divergências internas, mesmo com conquistas relevantes.
Rosenior, que chegou vindo do Strasbourg, comandou a equipe em 23 partidas, somando 11 vitórias, 8 derrotas e 4 empates. Ainda assim, o desempenho recente acabou sendo determinante para sua saída.
Dessa forma, o clube agora busca reorganizar o ambiente e retomar o caminho das vitórias na reta final da temporada.

