Home Futebol Pedido de bônus milionário pelos jogadores antes de vexame aprofunda colapso da Itália

Pedido de bônus milionário pelos jogadores antes de vexame aprofunda colapso da Itália

Pedido financeiro antes da decisão contra a Bósnia gera revolta interna e amplia a crise histórica da seleção italiana

Por Douglas Nunes em 04/04/2026 12:11 - Atualizado há 6 horas

Os jogadores italianos ficaram incrédulos por ficarem fora de mais uma Copa (AP Photo/Armin Durgut)

A eliminação da Seleção Italiana da Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo elemento fora das quatro linhas. Nos dias que antecederam o confronto decisivo contra a Bósnia e Herzegovina, uma discussão interna sobre bônus financeiro expôs tensões no elenco. O episódio, revelado após a derrota, aumentou o desgaste em um ambiente já pressionado por resultados recentes.

Pedido de bônus gera ruído antes da decisão

De acordo com o jornal italiano La Repubblica, jogadores solicitaram um prêmio coletivo pela classificação. O valor total chegaria a € 300 mil, dividido entre os atletas. Na prática, cada um receberia cerca de € 10 mil caso a vaga fosse confirmada.

O tema surgiu em um momento sensível. A equipe se preparava para uma partida decisiva, que definiria o retorno ao Mundial. Ainda assim, a discussão avançou internamente e acabou chegando à comissão técnica. Com isso, o clima no grupo ficou mais tenso às vésperas do confronto.

Gattuso reage e barra negociação

O então treinador Gennaro Gattuso não demorou a se posicionar. Ele rejeitou o pedido e encerrou qualquer possibilidade de negociação. Além disso, deixou claro que recompensas deveriam vir após resultados concretos, não antes deles.

A decisão foi direta, mas também evidenciou um desconforto maior. Internamente, a avaliação era de que o foco precisava estar totalmente no jogo. Por outro lado, a discussão sobre dinheiro acabou desviando parte da atenção do grupo em um momento decisivo.

Derrota amplia crise e expõe fragilidade

Dentro de campo, a resposta foi negativa. A Itália não conseguiu superar a Bósnia e acabou eliminada nos pênaltis. O resultado confirmou mais uma ausência em Copa do Mundo, ampliando um cenário já considerado preocupante.

Além disso, a eliminação marcou a terceira ausência consecutiva do país no torneio. Esse dado, por si só, já representa um impacto significativo na história da seleção. Com isso, a pressão sobre dirigentes e jogadores aumentou de forma imediata.

Bastidores entram em colapso após o resultado

Logo após a queda, as consequências apareceram rapidamente. O presidente da federação, Gabriele Gravina, deixou o cargo. Ao mesmo tempo, Gianluigi Buffon também se afastou de sua função na delegação.

Gattuso, por sua vez, optou por não seguir no comando da equipe. A sequência de saídas evidenciou um ambiente instável e sem direção clara. Enquanto isso, a FIGC passou a lidar com uma transição forçada.

Repercussão aumenta pressão sobre o elenco

Com a divulgação do pedido de bônus, a repercussão ganhou força na imprensa e entre torcedores. Muitos questionaram o momento da solicitação e a postura dos jogadores. A discussão deixou de ser apenas esportiva e passou a envolver também comportamento e comprometimento.

Além disso, o episódio reforçou críticas que já vinham sendo feitas. A falta de regularidade e de resultados passou a ser associada a questões internas. Dessa forma, a pressão sobre o grupo aumentou ainda mais.

Próximos passos ainda cercados de incerteza

Diante do cenário, a Itália precisará reorganizar sua estrutura. A escolha de um novo treinador será apenas uma das etapas desse processo. Ao mesmo tempo, mudanças no elenco também entram em pauta.

Enquanto isso, a seleção tenta se preparar para compromissos futuros, como a Liga das Nações. No entanto, o ambiente ainda carrega os efeitos recentes. A reconstrução começa em meio a dúvidas que seguem sem resposta clara.

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