Pressão cresce no São Paulo após virada do Vasco e multa segura Roger Machado
Diretoria evita decisão imediata, mas cenário financeiro e bastidores aumentam tensão no Morumbis
Roger tem duas vitórias em dois jogos (Crédito: Anderson Romao/AGIF/Alamy)
A derrota de virada para o Vasco, no último sábado, intensificou o clima de tensão nos bastidores do São Paulo. Logo após o apito final em São Januário, integrantes ligados à diretoria passaram a questionar decisões tomadas durante a partida. Entre os principais pontos, críticas recaíram sobre mudanças feitas por Roger Machado, consideradas determinantes para o recuo da equipe.
O resultado negativo não apenas interrompeu expectativas de recuperação no campeonato, como também acendeu o debate sobre a continuidade do treinador. Pessoas próximas ao clube indicam que o presidente Harry Massis passou a sofrer pressão direta por uma possível troca no comando técnico.
Diretoria evita decisão imediata e pede cautela
Apesar do ambiente carregado, a cúpula tricolor optou por não agir de forma precipitada. Internamente, a avaliação é de que decisões tomadas sob impacto emocional tendem a gerar ainda mais instabilidade. Por isso, a tendência inicial foi manter Roger Machado no cargo ao menos para o próximo compromisso.
Uma fonte ouvida indicou que o clube reconhece a necessidade de dar tempo ao trabalho. “Tem que dar tempo. Há outras situações que impedem esse tipo de mudança”, afirmou. Dessa forma, o treinador deve seguir à frente da equipe na partida contra o Juventude, válida pela Copa do Brasil.
Questões financeiras pesam contra mudança
Além do aspecto esportivo, o São Paulo enfrenta limitações financeiras que dificultam uma eventual troca de treinador. A rescisão de Roger Machado custaria cerca de R$ 2,1 milhões aos cofres do clube. Esse valor se soma a pendências ainda existentes relacionadas ao técnico argentino Luis Zubeldía.
Nesse contexto, uma mudança implicaria não apenas na saída do atual treinador, mas também na necessidade de investir em um substituto. Caso haja alterações no departamento de futebol, como a possível saída de Rui Costa, o impacto financeiro se tornaria ainda maior.
Pressão recai sobre dirigentes do futebol
O momento também ampliou a cobrança sobre nomes importantes da estrutura do futebol são-paulino. Rui Costa e Rafinha, considerados peças-chave nas decisões recentes, passam a ser pressionados internamente. Ambos tiveram papel relevante na escolha de Roger Machado, mesmo diante de resistência de parte da torcida.
Agora, cresce o entendimento de que a dupla precisa sustentar o projeto. A cobrança é mais intensa sobre o diretor executivo, visto como responsável direto pela condução do planejamento esportivo. O cenário exige respostas rápidas dentro e fora de campo.
Dorival Júnior surge como alternativa nos bastidores
Caso a diretoria opte por uma mudança, um nome já aparece como prioridade nos bastidores: Dorival Júnior. O treinador ganhou valorização recente após passagem pela Seleção Brasileira e conquistas importantes em clubes. Internamente, ele é visto como uma opção capaz de reorganizar o time.
Ainda assim, a negociação não seria simples. Dorival é considerado caro para a realidade atual do São Paulo. Além disso, o treinador acompanha o mercado e sabe que outros clubes também podem buscar um novo comandante. Isso reduz a margem de manobra do Tricolor.
Jogo contra o Juventude pode definir rumos
A partida contra o Juventude surge como um ponto de inflexão no ambiente do clube. Um resultado positivo tende a aliviar a pressão e dar fôlego ao trabalho da comissão técnica. Por outro lado, um novo tropeço pode acelerar decisões que, até aqui, vinham sendo evitadas.
Nos bastidores, a expectativa é de que o desempenho em campo influencie diretamente os próximos passos. O clima no Morumbis segue instável, enquanto dirigentes tentam equilibrar urgência por resultados com limitações estruturais.

