Brasil inicia caminhada em busca do hexa contra o Marrocos (Foto: Latin Sport Images / Alamy Stock Photo)
Carlo Ancelotti deixou claro desde sua chegada à Seleção Brasileira que não seguiria um único modelo de jogo. O treinador prometeu adaptar a equipe de acordo com os adversários e as características dos jogadores.
Agora, às vésperas da estreia na Copa do Mundo de 2026, a prática confirma o discurso. Em um ano de trabalho, Ancelotti não repetiu nenhuma escalação. Foram 12 partidas e 12 formações diferentes. Neste sábado (13), diante do Marrocos, a tendência é que o técnico utilize mais um time inédito.
A partida acontece às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Quer apostar no Brasil na Copa do Mundo? Veja os melhores palpites de hoje com análises jogo a jogo.
Ancelotti prepara nova formação para a estreia
Nos treinamentos realizados ao longo da semana, Carlo Ancelotti indicou a equipe que deve iniciar o Mundial. A provável escalação tem Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr.
Portanto, se confirmada, será a 13ª formação diferente em 13 jogos sob o comando do treinador italiano.
A escolha reforça uma das principais características de Ancelotti. O técnico prefere ajustar a equipe conforme cada cenário. Por isso, evita criar uma estrutura considerada intocável.
Desfalques também influenciaram mudanças
Além da filosofia do treinador, os problemas físicos também contribuíram para as alterações constantes. Isso porque ao longo dos últimos meses, a Seleção perdeu jogadores importantes por lesão. Em vários momentos, Ancelotti precisou encontrar novas soluções.
Outro fator foi o pouco tempo de preparação. Como acontece em seleções, o treinador teve poucas oportunidades para trabalhar com o grupo completo. Por isso, a comissão técnica aproveitou cada Data Fifa para observar diferentes combinações.
Mudanças devem continuar durante a Copa
A estreia contra o Marrocos não deve encerrar a sequência de ajustes. Internamente, a comissão técnica trabalha com a possibilidade de alterar a equipe ao longo do torneio. O objetivo é preservar atletas e adaptar a estratégia conforme cada adversário.
Depois do duelo contra os marroquinos, o Brasil ainda enfrentará Haiti e Escócia na fase de grupos. Dessa forma, novas mudanças não estão descartadas.
Casemiro lidera lista dos mais utilizados
Entre tantas alterações, alguns jogadores conquistaram espaço cativo com Ancelotti. O principal exemplo é Casemiro. O volante participou de praticamente toda a trajetória do treinador na Seleção.
Ele só ficou fora da partida contra a Bolívia, disputada na altitude de El Alto, pelas Eliminatórias.
Ao lado dele, Bruno Guimarães também ganhou status de peça fundamental. O jogador só desfalcou a equipe em duas ocasiões por causa de lesão. Já Matheus Cunha e Vinícius Júnior participaram de 10 dos 12 jogos sob o comando do italiano.
Danilo ganha espaço em momento decisivo
Se alguns nomes se consolidaram desde o início do trabalho, outros ganharam protagonismo recentemente. É o caso de Danilo. O jogador do Flamengo nunca havia começado uma partida como titular com Ancelotti. No entanto, o cenário mudou nas últimas semanas.
Primeiro, a Seleção perdeu Éder Militão por lesão. Depois, Wesley também acabou cortado. Com isso, Danilo passou a ser a principal alternativa para a lateral direita e deve iniciar a caminhada do Brasil rumo ao hexacampeonato.

