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Vasco avança na venda da SAF e se aproxima de acordo com grupo de Marcos Lamacchia

Negociações ganham força com alinhamento regulatório e clube prepara etapas internas para validar operação

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Vasco avança na venda da SAF e se aproxima de acordo com grupo de Marcos Lamacchia

Pedrinho, presidente do Vasco, está eufórico com a boa fase do time no Campeonato Brasileiro (Divulgação/Vasco)

O Vasco da Gama deu novos passos no processo de venda da sua SAF e intensificou as conversas com o grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia. Nos bastidores, representantes do investidor já iniciaram contatos com a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol para apresentar, de forma antecipada, a estrutura societária planejada para assumir o controle do futebol do clube.

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Essa movimentação ocorre de maneira estratégica. O grupo busca alinhar o modelo de negócio às exigências regulatórias antes de formalizar o acordo. Com isso, tenta reduzir riscos de entraves nas etapas finais e acelerar a conclusão da negociação.

Alinhamento regulatório vira prioridade no processo

A ANRESF terá papel decisivo na operação, já que é responsável por avaliar mudanças societárias dentro das normas de fair play financeiro. Qualquer alteração no controle de uma SAF precisa ser comunicada dentro do prazo legal e respeitar os critérios do Sistema de Sustentabilidade Financeira.

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Diante disso, o grupo de Lamacchia optou por antecipar o diálogo com o órgão regulador. A ideia é ajustar previamente eventuais pontos sensíveis e evitar questionamentos futuros. Internamente, há confiança de que possíveis conflitos, como o vínculo familiar com o grupo Crefisa, sejam resolvidos sem comprometer o avanço das tratativas.

Estrutura societária exige etapas internas no Vasco

Após um eventual acordo, o processo ainda depende de etapas formais dentro do clube. Primeiro, o Conselho Deliberativo analisará os termos da operação. Em seguida, os sócios estatutários precisarão aprovar a venda em assembleia geral, etapa considerada decisiva para validar o negócio.

Atualmente, a estrutura da SAF do Vasco segue fragmentada. O clube associativo detém 30%, enquanto parte das ações está ligada à A-CAP. Além disso, uma fatia relevante permanece sob controle do próprio Vasco por decisão judicial, ainda em disputa arbitral. Esse cenário exige ajustes antes da definição de um novo controlador.

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Decisão nos Estados Unidos abre caminho para negociação

O avanço das conversas também se apoia em um movimento recente no cenário internacional. A Justiça dos Estados Unidos reverteu o bloqueio de ativos da A-CAP, empresa que havia assumido ações da 777 Partners. Com isso, a companhia recuperou autonomia para negociar sua participação.

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Esse desdobramento facilita o processo, já que a A-CAP não possui autorização para gerir o futebol do Vasco. Assim, a venda da SAF passa a ser vista como uma solução necessária para reorganizar a gestão e dar estabilidade ao clube.

Vasco adota cautela e mantém expectativa positiva

Mesmo com os avanços, a diretoria mantém um discurso cauteloso. O presidente Pedrinho reforçou que o clube busca um investidor sólido e com credibilidade, evitando repetir problemas enfrentados em experiências anteriores.

Ao mesmo tempo, o ambiente interno é de otimismo. A tendência é que Vasco e o grupo de Marcos Lamacchia avancem para um acordo após os ajustes finais ligados ao fair play financeiro. Superada essa etapa, o clube deve seguir para os ritos internos, que não devem representar obstáculos significativos para a conclusão do negócio.

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