Abel Ferreira ironiza passado de Artur Jorge no Botafogo: “Não pagou ninguém, mas contratou”
Técnico do Palmeiras aproveita pergunta sobre retrospecto ruim contra Artur Jorge e relembra polêmicas financeiras envolvendo o Botafogo
Técnico reclamou do calendário brasileiro (Crédito: Yuri Murakami/FotoArena/Alamy Live News)
A entrevista coletiva de Abel Ferreira após o empate entre Palmeiras e Cruzeiro ganhou um rumo inesperado neste sábado. O técnico português respondeu sobre a sequência sem vitórias no Campeonato Brasileiro, comentou desfalques do elenco e falou sobre Paulinho. Porém, uma resposta específica acabou chamando mais atenção do que a própria partida.
Questionado sobre o retrospecto desfavorável diante de Artur Jorge, hoje no Cruzeiro, Abel adotou um tom irônico ao recordar a passagem do compatriota pelo Botafogo. A resposta rapidamente movimentou o debate entre torcedores nas redes sociais.
Abel relembra força do Botafogo e cita problemas fora de campo
Ao comentar os confrontos contra equipes comandadas por Artur Jorge, Abel elogiou o treinador português. Ao mesmo tempo, aproveitou para lembrar o investimento feito pelo Botafogo em seu período mais forte. Em seguida, incluiu uma referência aos problemas financeiros que cercaram o clube carioca.
A declaração aconteceu após uma pergunta sobre o histórico dos confrontos entre os dois treinadores. Até aqui, Abel soma resultados negativos diante do português, cenário pouco comum desde sua chegada ao futebol brasileiro.
“Já disse, acho que ele é um excelente treinador. Quando estava no Botafogo ele tinha uma excelente equipe, que contratou jogador por todo o lado, por todo o mundo. Não pagou ninguém, mas contratou… E realmente foi super difícil competir contra eles. Agora está no Cruzeiro, tem uma belíssima equipe também, é sempre difícil jogar contra bons treinadores e contra boas equipes”, afirmou.
A fala gerou repercussão imediata porque trouxe novamente à tona assuntos delicados dos bastidores do Botafogo. Nos últimos anos, o clube enfrentou questionamentos relacionados a pagamentos e negociações internacionais. Alguns casos acabaram se transformando em processos e punições esportivas.
Declaração resgata episódios recentes envolvendo o clube carioca
O comentário de Abel foi interpretado por muitos como uma indireta clara. Isso porque o Botafogo viveu períodos de instabilidade administrativa, especialmente em situações ligadas a registros de atletas e pendências financeiras.
Em determinados momentos, a equipe chegou a sofrer restrições impostas por órgãos internacionais. Os episódios ganharam destaque no cenário esportivo e alimentaram discussões entre torcedores rivais. A fala do treinador do Palmeiras reacendeu esse assunto justamente em um período de maior pressão no clube paulista.
Além da provocação, Abel demonstrou irritação em outros momentos da coletiva. Quando perguntado sobre as vaias da torcida, negou ter percebido manifestações negativas nas arquibancadas.
“Vaias a quem? Ao árbitro? Não ouvi…”, respondeu.
Sequência sem vitórias aumenta pressão no Palmeiras
O empate diante do Cruzeiro ampliou uma sequência incômoda para o Palmeiras no Campeonato Brasileiro. A equipe chegou ao terceiro jogo seguido sem vencer e passou a conviver com maior cobrança externa.
Durante a entrevista, Abel citou problemas físicos no elenco e voltou a questionar o calendário. O treinador afirmou que o número de jogadores indisponíveis dificulta a montagem da equipe. Também reclamou da proximidade com convocações e compromissos internacionais.
Entre os assuntos abordados apareceu a situação de Paulinho. O atacante voltou recentemente após longo período afastado e ainda possui limitação física. Contra o Cruzeiro, entrou apenas no segundo tempo.
“Infelizmente, para azar do treinador do Palmeiras, um dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro não posso usar há dois anos”, declarou.
Depois, o técnico explicou que o jogador ainda não reúne condições para atuar durante períodos maiores.
“Paulinho não está 100%. Quando entra, ficamos com água na boca. Ele tem uma qualidade diferente, mas não podemos utilizar mais.”
Enquanto o Palmeiras tenta recuperar peças importantes para a sequência da temporada, a coletiva acabou abrindo outro assunto. O empate ficou em segundo plano diante de uma declaração que rapidamente atravessou os limites do jogo e voltou a colocar Botafogo e Artur Jorge no centro das conversas.

