Mendy não consegue engatar sequência de jogos em campo (Foto: Jonathan Moscrop / Sportimage)
O Real Madrid terminou mais uma temporada no topo do futebol europeu também fora de campo. Segundo relatório divulgado pela consultoria Football Benchmark, o clube espanhol foi avaliado em 7,7 bilhões de euros e manteve a posição de equipe mais valiosa da Europa pelo segundo ano consecutivo.
O valor representa o maior patamar registrado pela empresa desde o início do levantamento, em 2016. O crescimento consolida um movimento que vai além dos resultados esportivos e mostra como o Real ampliou receitas comerciais, força global de marca e capacidade de geração financeira nos últimos anos.
O ranking ainda evidencia mudanças importantes no cenário europeu. Enquanto Barcelona e Arsenal cresceram, o Manchester United perdeu espaço entre os três primeiros após temporadas de instabilidade esportiva.
Real Madrid fortalece liderança dentro e fora de campo
O domínio financeiro do Real Madrid acompanha uma sequência de crescimento estrutural iniciada ainda antes da pandemia. O clube modernizou o Santiago Bernabéu, ampliou receitas comerciais e consolidou acordos internacionais que fortaleceram sua marca global.
Além disso, o elenco estrelado ajudou a impulsionar o valor institucional. Jogadores como Kylian Mbappé, Vinicius Júnior e Jude Bellingham ampliaram o alcance comercial do clube em mercados estratégicos.
O relatório também reflete a capacidade do Real Madrid de manter competitividade esportiva sem comprometer estabilidade financeira. Nos últimos anos, o clube conseguiu equilibrar investimentos em contratações com crescimento de receitas recorrentes.
O cenário contrasta com um fato inusitado. Pela primeira vez, a Espanha fez uma convocação para a Copa do Mundo sem jogadores do Real Madrid.
Barcelona reage e volta ao segundo lugar
O FC Barcelona apareceu na segunda colocação do ranking, avaliado em 5,9 bilhões de euros. O crescimento acontece após um período de forte crise financeira e reorganização administrativa na Catalunha.
A conquista do Campeonato Espanhol contribuiu para a valorização recente do clube. Além disso, o Barcelona conseguiu ampliar receitas comerciais e melhorar indicadores financeiros depois de temporadas marcadas por cortes salariais e dificuldades com regras de fair play financeiro.
A recuperação chama atenção porque o clube ainda convive com limitações econômicas importantes. Mesmo assim, voltou a ultrapassar gigantes ingleses e reduziu parcialmente a distância para o rival madrilenho.
Premier League domina ranking europeu
A Inglaterra segue como principal potência financeira do futebol europeu. Seis clubes da Premier League aparecem entre os dez mais valiosos do continente.
O Manchester City fechou o pódio com valor estimado em 5,1 bilhões de euros. Logo atrás aparece o Manchester United, que caiu para a quarta posição pela primeira vez desde o início do estudo.
A queda dos Red Devils reflete temporadas sem protagonismo continental e resultados irregulares na Inglaterra. Mesmo mantendo enorme força comercial, o clube perdeu competitividade esportiva em relação aos principais rivais europeus.
Já o Arsenal FC vive cenário oposto. Campeão da Premier League, o clube londrino saltou da sétima para a quinta posição e registrou uma das maiores valorizações entre os ingleses.
PSG cresce e amplia influência global
Outro destaque do levantamento foi o crescimento do Paris Saint-Germain. O clube francês ultrapassou a marca de 4,5 bilhões de euros e registrou expansão histórica de 437% desde o início da série analisada.
O PSG consolidou sua posição entre os gigantes financeiros mesmo em meio às mudanças recentes no elenco e no projeto esportivo. O clube ampliou receitas internacionais e fortaleceu presença global através de acordos comerciais e estratégias digitais.
O relatório mostra ainda como o futebol europeu se tornou cada vez mais dependente de marca internacional, direitos comerciais e alcance global. Hoje, desempenho esportivo continua importante, mas já não explica sozinho o tamanho financeiro dos principais clubes do continente.
Ranking mostra nova configuração econômica do futebol europeu
O estudo da Football Benchmark reforça uma transformação acelerada no futebol dos últimos anos. Clubes capazes de combinar títulos, presença internacional e estabilidade administrativa ampliaram distância financeira em relação aos concorrentes.
Ao mesmo tempo, o ranking evidencia como crises esportivas impactam diretamente valor de mercado e percepção institucional. O caso do Manchester United virou um dos exemplos mais claros desse movimento recente.
Enquanto isso, Real Madrid e Barcelona seguem liderando o futebol europeu em valor de marca, receitas e capacidade de atrair investimentos. O domínio espanhol permanece forte, mas a pressão econômica da Premier League continua crescendo temporada após temporada.

