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EUA negam vistos a dirigentes do Irã e aumentam tensão antes da Copa do Mundo

Enquanto jogadores foram liberados para disputar o Mundial, cartolas e membros da comissão técnica tiveram pedidos de entrada rejeitados pelas autoridades dos Estados Unidos

Luiz Gustavo Moreira
No jornalismo desde 2011, já foi setorista do Botafogo e do Fluminense pelo Lance! e depois trabalhou em assessorias de imprensa. Respira esporte desde a infância e acompanha todo tipo de competição, principalmente se for de futebol, basquete ou futebol americano.
EUA negam vistos a dirigentes do Irã e aumentam tensão antes da Copa do Mundo

Seleção iraniana disputará todos os jogos da fase de grupos nos Estados Unidos (Crédito: Amin Monfared/ZUMA Wire/Alamy)

A preparação da seleção do Irã para a Copa do Mundo ganhou um novo capítulo de tensão diplomática. A poucos dias da estreia no torneio, o governo iraniano acusou os Estados Unidos de adotarem um tratamento discriminatório ao negar vistos para parte da delegação que acompanhará a equipe durante a competição.

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Embora os jogadores tenham recebido autorização para entrar no país anfitrião, diversos integrantes da comissão técnica, dirigentes e profissionais de apoio tiveram seus pedidos recusados. Como resultado, o episódio aumentou o desgaste entre os dois países em meio ao atual conflito militar.

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Governo iraniano critica decisão dos Estados Unidos

A reação oficial do Irã ocorreu neste sábado (6), após a confirmação de que apenas parte da delegação recebeu autorização para viajar.

Em publicação nas redes sociais, a embaixada iraniana na Turquia questionou a decisão das autoridades estadunidenses e afirmou que houve exclusão de profissionais considerados fundamentais para o funcionamento da equipe.

Segundo a representação diplomática, dirigentes, assessores técnicos e integrantes da comissão técnica ficaram de fora das liberações concedidas pelos Estados Unidos.

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Além disso, o governo iraniano classificou a medida como “o mais alto nível de discriminação intencional” contra o país.

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Casa Branca confirma entrada dos atletas

A polêmica ganhou força após declarações do embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack, que informou que os jogadores e a comissão técnica considerada necessária receberam os vistos para disputar a competição.

Posteriormente, a própria Casa Branca confirmou a autorização concedida aos atletas iranianos.

No entanto, a decisão não contemplou todos os membros da delegação. Por isso, as críticas por parte do governo iraniano continuaram nos dias seguintes.

Presidente da federação está entre os barrados

De acordo com informações divulgadas pela agência Fars, mais de uma dúzia de integrantes das equipes médica e esportiva tiveram seus pedidos rejeitados.

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Entre os nomes afetados pela decisão está Mehdi Taj, presidente da Federação Iraniana de Futebol.

As restrições estariam relacionadas a possíveis vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica, organização que enfrenta sanções e restrições por parte do governo norte-americano.

Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia afirmado que pessoas ligadas à organização não seriam autorizadas a entrar no país.

Vale destacar que Mehdi Taj, ex-comandante da Guarda Revolucionária, já havia enfrentado situação semelhante ao ser impedido de participar do sorteio da Copa do Mundo realizado em dezembro.

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Problema com vistos faz Irã mudar planejamento antes da Copa

Diante das incertezas envolvendo a emissão dos vistos, a seleção iraniana decidiu alterar sua logística para a competição.

Inicialmente, a equipe utilizaria Tucson, no Arizona, como base de preparação. Contudo, a delegação optou por transferir suas atividades para Tijuana, no México.

A chegada ao território mexicano está prevista para domingo (7), após uma etapa de treinamentos na Espanha.

Para o embaixador iraniano no México, Abolfazl Pasandideh, a decisão de disputar o torneio mesmo em território considerado inimigo demonstra o desejo do país por soluções pacíficas para o conflito.

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Contexto histórico aumenta repercussão do caso

A situação chama atenção também pelo contexto geopolítico envolvendo os dois países.

Esta é a primeira vez, desde a criação da Copa do Mundo em 1930, que um país anfitrião recebe uma seleção nacional pertencente a uma nação com a qual está em guerra.

Enquanto a preparação para o torneio avança, o conflito entre Estados Unidos e Irã segue ativo. Poucas horas após a confirmação da entrada dos jogadores iranianos, autoridades americanas anunciaram novos ataques aéreos contra instalações iranianas.

Segundo Washington, as ações tiveram como objetivo neutralizar ameaças ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Paralelamente, negociações diplomáticas continuam em busca de um acordo provisório para reduzir as tensões.

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Jogos do Irã na fase de grupos

Apesar das dificuldades fora de campo, a programação da seleção iraniana permanece inalterada na Copa do Mundo.

Confira os compromissos do Irã no Grupo G:

  • 15 de junho: Nova Zelândia x Irã, em Los Angeles
  • 21 de junho: Bélgica x Irã, em Los Angeles
  • 27 de junho: Egito x Irã, em Seattle
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