Vitórias sobre Brasil e Colômbia colocaram a França no topo do ranking (Crédito: Dpa picture alliance archive)
A França ainda nem entrou em campo na Copa do Mundo de 2026, mas precisou resolver uma disputa nos bastidores. Liderado por Kylian Mbappé, o elenco francês conseguiu redefinir valores de premiação e a quantidade de ingressos destinada aos jogadores com a Federação Francesa de Futebol (FFF)
O acordo encerra semanas de divergências entre atletas e dirigentes. Em um momento em que a seleção busca o tricampeonato mundial, a prioridade passou a ser evitar ruídos internos às vésperas da estreia contra Senegal.
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Mbappé assumiu papel central nas negociações
De acordo com a imprensa francesa, Mbappé participou diretamente das conversas ao lado de outros representantes do elenco. Depois de uma primeira reunião sem consenso, os jogadores apresentaram uma contraproposta ao presidente da FFF, Philippe Diallo.
A iniciativa reforça o peso político do atacante dentro da seleção. Além de principal estrela da equipe, Mbappé também exerce papel de liderança em um grupo que mistura campeões do mundo e jogadores mais jovens.
A federação acabou aceitando os termos sugeridos pelos atletas e encerrou um impasse que já se arrastava desde o início da preparação para o Mundial.
Premiação será menor do que em outras Copas
Embora os valores acordados não tenham sido divulgados oficialmente, a tendência é que a premiação seja inferior à distribuída em torneios anteriores.
Na Copa do Mundo de 2022, após o vice-campeonato no Catar, cada jogador francês recebeu cerca de 500 mil euros. Quatro anos antes, quando a França conquistou o título na Rússia, a federação pagou aproximadamente 400 mil euros por atleta.
A discussão surgiu porque a FFF pretendia reduzir custos nesta edição do torneio. Ainda assim, os jogadores conseguiram negociar condições consideradas mais favoráveis.
O tema também tem um componente simbólico dentro da seleção. Historicamente, vários atletas franceses costumam destinar parte dos bônus recebidos a instituições de caridade ou a profissionais que trabalham nos bastidores da equipe.
Ingressos para familiares também geraram insatisfação
A premiação não foi o único motivo de atrito.
Inicialmente, a federação planejava oferecer apenas dois ingressos gratuitos por partida para cada jogador. Caso quisessem mais entradas para familiares e convidados, os atletas precisariam comprar bilhetes adicionais.
A proposta desagradou o elenco. Os preços previstos eram considerados elevados, especialmente para fases mais avançadas da competição. Em caso de final, algumas entradas poderiam ultrapassar sete mil euros.
Após as reclamações, a FFF revisou sua posição e ampliou para quatro o número de ingressos gratuitos disponibilizados por jogador.
Embora o volume continue abaixo do concedido na Copa de 2022, o novo acordo foi suficiente para encerrar o conflito.
França tenta evitar turbulências antes da estreia
A resolução do impasse chega em um momento importante para Didier Deschamps. A comissão técnica trabalha para manter o foco exclusivamente dentro de campo em uma seleção apontada entre as favoritas ao título.
Depois de conquistar a Copa em 2018 e alcançar a final em 2022, os franceses chegam novamente cercados por expectativas.
Por isso, evitar desgastes internos tornou-se uma prioridade. Sendo assim, com a questão financeira resolvida e o ambiente aparentemente pacificado, a França agora concentra todas as atenções na estreia contra Senegal.

