Home Futebol Militão aponta Endrick como arma decisiva do Brasil na Copa do Mundo: “Tem estrela”

Militão aponta Endrick como arma decisiva do Brasil na Copa do Mundo: “Tem estrela”

Fora do Mundial por lesão, Éder Militão rasgou elogios ao jovem atacante

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Militão aponta Endrick como arma decisiva do Brasil na Copa do Mundo: “Tem estrela”

Militão pelo Real Madrid. Foto Alamy.

Éder Militão colocou Endrick entre os jogadores capazes de fazer a diferença nos momentos decisivos da competição. Mesmo fora do Mundial por conta de uma lesão sofrida em abril, o defensor acompanha de perto a preparação da equipe e acredita que o jovem atacante reúne características raras para um jogador de apenas 19 anos.

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Além disso, Militão conhece Endrick melhor do que a maioria. Afinal, os dois dividem o vestiário do Real Madrid e também já atuaram juntos na Seleção. Por isso, ao falar sobre o atacante, o zagueiro destacou não apenas os números recentes, mas principalmente a personalidade demonstrada pelo companheiro em situações de pressão.

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Militão vê Endrick mais preparado após temporada de crescimento

Durante a entrevista ao canal SportyNet, Militão lembrou que Endrick precisou tomar decisões importantes para acelerar sua evolução. Segundo ele, o período longe do Real Madrid foi fundamental para que o atacante ganhasse experiência e confiança.

“Endrick sempre foi um jogador muito decidido, é um menino que vem em uma evolução muito grande. Não teve tantos minutos, mas entrou em campo e mostrou o valor dele. Quando tomou a decisão de sair, evoluiu muito, fez muitos gols e chegou mudando a cara do Lyon.”

Na avaliação do defensor, o atacante aproveitou cada oportunidade recebida e mostrou maturidade ao buscar mais espaço para jogar. Como consequência, retornou ao radar da Seleção Brasileira ainda mais fortalecido.

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Ao mesmo tempo, Militão acredita que o crescimento de Endrick não aconteceu apenas dentro de campo. Para ele, o atacante passou a demonstrar mais confiança, assumindo responsabilidades que normalmente ficam reservadas aos atletas mais experientes.

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“Toda vez que entra, muda o jogo”

Se houve uma declaração que chamou atenção, foi justamente a forma como Militão descreveu a capacidade de Endrick influenciar partidas.

O zagueiro afirmou que o atacante consegue alterar o ritmo dos jogos mesmo quando recebe poucos minutos em campo, algo que considera um diferencial raro no futebol atual.

“Toda vez que entra, pode ser dois ou três minutos, sempre muda o jogo. Tem estrela, e muita, não é pouca. Ter um cara desses a favor é muito bom e está demonstrando que não tem idade.”

Além disso, Militão ressaltou que a idade não deve servir como parâmetro para avaliar jogadores com talento fora do comum.

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“Quem é diferente pode ter 16 ou 17 anos e fazer o que ele está fazendo. Vai dar muito bom ele na Seleção e no Real Madrid.”

A declaração reforça a confiança existente dentro do próprio grupo da Seleção em relação ao potencial de Endrick para a Copa do Mundo.

Disputa na lateral depende do que Ancelotti busca para o time

Embora a entrevista tenha sido marcada pelos elogios a Endrick, Militão também comentou a disputa pela lateral direita da Seleção após os cortes por lesão.

Segundo o defensor, a escolha de um lateral passa diretamente pelo modelo de jogo que Carlo Ancelotti pretende implementar.

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“Temos laterais bons, mas varia muito do que o treinador pede. Às vezes ele precisa de um lateral mais ofensivo ou defensivo. Cada um tem suas características.”

Na sequência, Militão explicou que suas funções costumam ser diferentes quando veste a camisa do Brasil e quando atua pelo Real Madrid.

“No Real Madrid você tem que marcar, correr, passar a bola, voltar. Mas na Seleção eu fico em um papel mais defensivo, mais na minha.”

A observação ajuda a entender por que Ancelotti tem testado diferentes alternativas para o setor durante a preparação para o Mundial.

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Militão destaca liderança de Carlo Ancelotti

Outro tema abordado foi a presença de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira. Como trabalhou durante anos com o treinador italiano no Real Madrid, Militão conhece bem seus métodos e acredita que a experiência do técnico pode ser um fator decisivo na Copa.

“Acho que continua sendo a mesma pessoa, como ser humano, um cara incrível, paizão. Os treinos ainda mais pegados. A pessoa vai evoluindo. Com a idade que ele tem, você acha que não, mas sempre tem algo a melhorar.”

Além dos aspectos táticos, o zagueiro destacou a capacidade de gestão do treinador, característica frequentemente elogiada pelos jogadores que passaram por suas equipes.

Por isso, existe a expectativa de que Ancelotti consiga extrair o máximo de um elenco que reúne juventude, experiência e talento em praticamente todos os setores do campo.

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Recuperação fortaleceu o lado mental do zagueiro

Por fim, Militão falou sobre o período de recuperação da lesão que o tirou da Copa do Mundo. Apesar da frustração por perder o torneio, o defensor revelou que encarou o momento como mais um desafio da carreira.

“A vida é feita de surpresas. Às vezes com coisas boas que não estão nos planos e, quando acha que está tudo perfeito, as coisas não vão bem. O importante é estar mentalmente bem.”

Além disso, ele explicou que o apoio da família e dos companheiros da Seleção teve papel importante durante o processo de recuperação.

“Se não estiver com a cabeça boa, tudo se torna mais difícil. O importante é ter energia, confiar no processo e seguir trabalhando.”

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